Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Senado dos EUA bloqueia renovação de lei de espionagem após impasse político
Mundo
Senado dos EUA bloqueia renovação de lei de espionagem após impasse político
Bienal leva clima da Copa para escolas e incentiva leitura entre crianças no Rio
Rio de Janeiro
Bienal leva clima da Copa para escolas e incentiva leitura entre crianças no Rio
Brasil conquista vaga em órgão estratégico da ONU e amplia influência internacional
Mundo
Brasil conquista vaga em órgão estratégico da ONU e amplia influência internacional
Paixão pelo futebol invade o Rio com eventos e experiências para toda a família
Entretenimento
Paixão pelo futebol invade o Rio com eventos e experiências para toda a família
Aposentados e pensionistas do Previ-Rio nascidos em junho devem fazer prova de vida até o fim do mês
Brasil
Aposentados e pensionistas do Previ-Rio nascidos em junho devem fazer prova de vida até o fim do mês
Desemprego entre jovens negras chega a 24,7% e escancara desigualdade no Brasil
Brasil
Desemprego entre jovens negras chega a 24,7% e escancara desigualdade no Brasil
Crise na Bolívia se agrava e Senado aprova lei para enfrentar emergência nacional
Mundo
Crise na Bolívia se agrava e Senado aprova lei para enfrentar emergência nacional
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

OMS Alerta para 1,5 Milhão de Mortes por Alimentos Contaminados

Bactérias, vírus e parasitas responderam por cerca de 860 milhões dos casos registrados.

Siga-nos no

Foto: Reprodução

Os alimentos contaminados continuam representando uma das maiores ameaças à saúde pública mundial. Um novo levantamento divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revela um cenário alarmante: cerca de 866 milhões de pessoas adoecem todos os anos devido ao consumo de comida contaminada. O impacto mais devastador desse panorama é a perda de vidas, já que aproximadamente 1,5 milhão de pessoas morrem anualmente em consequência dessas enfermidades.

Os dados, divulgados nesta quarta-feira, traçam um panorama abrangente sobre o impacto humano, social e econômico das doenças transmitidas por alimentos. Segundo a OMS, a maior parte dessas ocorrências poderia ser evitada com a aplicação de medidas relativamente conhecidas e acessíveis. As soluções passam pela ampliação do acesso à água potável, melhorias no saneamento básico, adoção de boas práticas de higiene e o fortalecimento constante dos sistemas de vigilância sanitária, além da aplicação rigorosa de métodos seguros de processamento em toda a cadeia produtiva alimentar.

O relatório também chama a atenção para os impactos desproporcionais sobre crianças pequenas, que figuram entre os grupos mais vulneráveis aos riscos associados à contaminação. A análise detalhada da OMS mostra que os perigos de origem biológica continuam sendo os responsáveis pela maior parte das doenças transmitidas por alimentos no planeta. Como base de comparação, em 2021, bactérias, vírus e parasitas responderam por cerca de 860 milhões dos casos registrados.

Apesar da predominância biológica nos contágios, os contaminantes químicos apresentaram um impacto desproporcional sobre a mortalidade global. Segundo o levantamento, impressionantes 73% das mortes associadas a alimentos contaminados tiveram relação direta com exposições químicas. Grande parte desses óbitos foi atribuída especificamente ao arsênio inorgânico e ao chumbo. O arsênio respondeu por cerca de 42% das mortes relacionadas a contaminantes químicos, enquanto o chumbo esteve associado a 31% dos óbitos. A OMS destaca que essas substâncias nocivas aumentam significativamente o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, tumores cancerígenos e outras enfermidades crônicas graves.