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OMS declara emergência global por surto de ebola na África; cepa não tem vacina

A decisão técnica do diretor-geral da OMS avaliou o alto risco para a saúde humana

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou neste domingo, 17 de maio, Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional devido ao avanço de um surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda. Apesar do alerta máximo emitido pela agência, o cenário atual não preenche os critérios para uma emergência pandêmica.

A decisão técnica do diretor-geral da OMS avaliou o alto risco para a saúde humana, a probabilidade de propagação internacional pelas fronteiras e o impacto potencial no tráfego comercial de passageiros. Contudo, a entidade esclareceu que não recomenda o fechamento de divisas ou restrições generalizadas a viagens.

O surto atual é provocado pela cepa Bundibugyo, uma variante rara do vírus para a qual não há vacina aprovada ou tratamento específico disponível. Os imunizantes e tratamentos biológicos desenvolvidos nos últimos anos são eficazes majoritariamente contra a variante Zaire, que causou as crises anteriores no continente.

“Com esta cepa, a taxa de letalidade é muito alta e pode atingir 50%”, alertou o ministro da Saúde do Congo, Samuel Roger Kamba.

De acordo com o último balanço consolidado pelo Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (África CDC), foram registradas 88 mortes prováveis dentro de um universo de 336 casos suspeitos informados até este fim de semana.

Desafio em Zonas de Conflito

O epicentro da crise sanitária localiza-se na província de Ituri, no leste do Congo. A região enfrenta intensa migração decorrente da extração de ouro e sofre com a violência de grupos armados. Devido à insegurança e ao difícil acesso geográfico, as equipes de saúde enfrentam entraves para coletar amostras. Por conta disso, a maioria das notificações médicas é classificada apenas como caso suspeito.

Embora os testes em laboratório estejam restritos, os diagnósticos positivos na capital Kinshasa acenderam o sinal de alerta sobre a velocidade de contágio. No país vizinho, o Ministério da Saúde de Uganda confirmou a morte de um cidadão congolês de 59 anos em um hospital na capital Kampala. As autoridades ugandenses reforçaram que o episódio foi importado e que ainda não há registro de transmissão local ativa dentro de suas fronteiras.

Transmissão e Histórico

O vírus Ebola é altamente contagioso e infecta humanos por meio do contato direto com sangue ou fluidos corporais de indivíduos doentes ou que morreram em decorrência da enfermidade. O período de incubação dura até 21 dias, e o paciente só transmite o agente patogênico após manifestar os primeiros sintomas clínicos — como febre hemorrágica, vômito e diarreia.

A República Democrática do Congo convive historicamente com a doença. O país havia contido um surto menor em dezembro do ano passado, que deixou 34 mortos. O pior registro histórico na região ocorreu entre os anos de 2018 e 2020, período em que o vírus provocou a morte de 2.300 pessoas.