O aumento das ondas de calor no mundo já representa uma ameaça direta à produção de alimentos e pode afetar mais de 1 bilhão de pessoas. O alerta é de um relatório conjunto da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e da Organização Meteorológica Mundial (OMM).
Segundo o estudo, os episódios de calor extremo estão mais frequentes e intensos, impactando lavouras, criação de animais, pesca e até áreas florestais. O cenário acompanha a elevação das temperaturas globais, com os últimos anos entre os mais quentes já registrados.
O calor excessivo tem reduzido a produtividade agrícola, especialmente quando os termômetros passam dos 30 graus. Em alguns países, como o Marrocos, a combinação de seca prolongada e altas temperaturas já provocou perdas significativas nas colheitas.
Nos oceanos, o problema também cresce. Ondas de calor marinhas afetam o equilíbrio ambiental, reduzem o oxigênio na água e comprometem a sobrevivência de peixes, prejudicando comunidades que dependem da pesca.
O relatório ainda aponta que, a cada aumento de 1 grau na temperatura média global, a produção de alimentos pode cair cerca de 6%. Diante desse cenário, a ONU defende medidas urgentes de adaptação, além de ações mais amplas para reduzir o aquecimento global e evitar impactos ainda mais graves no futuro.






