Uma força-tarefa coordenada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI-RJ) atingiu marcos significativos no combate às barreiras físicas impostas pelo crime organizado. Em quatro meses de atuação, a Operação Barricada Zero removeu 14 mil toneladas de entulho — entre trilhos de trem, blocos de concreto e lixo — devolvendo o direito de ir e vir a moradores de 227 comunidades no estado do Rio.
O balanço oficial, divulgado pelo Governo do Estado, revela que aproximadamente 4 mil vias foram desobstruídas. Mais do que a limpeza urbana, a operação visa garantir que serviços essenciais, como ambulâncias, viaturas policiais e caminhões de lixo, consigam acessar áreas antes isoladas pelo tráfico e pela milícia.
Segurança e Infraestrutura em Conjunto
A operação, iniciada em 24 de novembro de 2023, não se limita ao uso de retroescavadeiras. O trabalho é uma ação conjunta que envolve as polícias Civil e Militar, secretarias estaduais e prefeituras.
No campo da segurança pública, a intervenção gerou resultados imediatos:
- Prisões: Mais de 90 prisões em flagrante durante as incursões.
- Poder de fogo: 43 armas foram retiradas de circulação, incluindo 11 fuzis.
- Território: 2,5 mil quilômetros de vias já foram mapeados pelas equipes de inteligência.
Além da retirada dos obstáculos, a força-tarefa atua na recuperação do espaço público. Em muitos pontos, as barricadas danificam severamente o asfalto; por isso, equipes de infraestrutura acompanham as máquinas para realizar reparos imediatos no pavimento.
Monitoramento e Continuidade
Para o secretário do GSI-RJ, Edu Guimarães, o sucesso da iniciativa reside na integração entre o estado e os municípios. “Essa parceria é fundamental para dar celeridade às ações e garantir a mobilidade da população. O monitoramento é diário”, destacou o secretário.
A Operação Barricada Zero segue um cronograma contínuo de monitoramento para evitar que os criminosos voltem a instalar obstáculos nas vias já liberadas. Até o momento, 13 municípios já receberam as equipes especializadas, com foco nas regiões onde o impacto do isolamento geográfico causado pelo crime era mais crítico.






