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Operação contra braço financeiro do CV prende 21 pessoas e mira esquema milionário de lavagem de dinheiro

Ação da Polícia Civil se espalhou por seis estados e teve entre os alvos a mulher do traficante Rabicó, apontado como chefe do tráfico no Complexo do Salgueiro

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Foto: Reprodução / Polícia Civil

A Polícia Civil realizou nesta sexta-feira (29/05) mais uma fase da Operação Contenção, que mira o braço financeiro do Comando Vermelho no Rio de Janeiro. Até o momento, 21 pessoas foram presas durante a ofensiva, entre elas Raquel Neves dos Santos Mendonça, mulher de Antônio Ilário Ferreira, conhecido como Rabicó, apontado como chefe do tráfico no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.

 

Rabicó segue foragido e é um dos principais alvos da operação.

Segundo a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-Cap), as investigações revelaram um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 453 milhões ligados ao tráfico de drogas.

As ações aconteceram simultaneamente em cidades do Rio de Janeiro, como capital, São Gonçalo, Duque de Caxias, Itaboraí, Iguaba Grande, Armação dos Búzios e São João de Meriti, além de municípios em São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão.

De acordo com a polícia, a investigação durou cerca de um ano e quatro meses e identificou uma estrutura interestadual usada para ocultar e movimentar dinheiro da facção criminosa.

Os investigadores apontam que o grupo utilizava empresas de reciclagem e ferros-velhos para dar aparência legal aos recursos obtidos com o tráfico. O esquema também envolvia contas bancárias de passagem, depósitos fracionados em dinheiro vivo e emissão de notas fiscais falsas.

A polícia afirma que Rabicó atuava diretamente na administração das empresas de fachada, nas movimentações financeiras e na ocultação de patrimônio do grupo.

Durante as diligências, agentes monitoraram locais usados para a queima clandestina de cabos de cobre e estabelecimentos ligados ao suposto operador financeiro da facção. A suspeita é de que essas atividades também fossem utilizadas para lavar dinheiro do tráfico.

Os valores movimentados foram identificados a partir de relatórios do Coaf, análises bancárias, quebra de sigilos e cruzamento de dados financeiros e patrimoniais.

A operação contou com apoio de unidades da Polícia Civil e da Polícia Militar, incluindo equipes da Core e do Bope. Segundo os investigadores, o objetivo é enfraquecer a estrutura financeira responsável por sustentar o tráfico de drogas no estado.