Uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apreendeu mais de 300 máquinas caça-níqueis nesta quinta-feira (6) em dois bingos clandestinos na Zona Norte do Rio.
Em um deles, na Tijuca, foram 212 máquinas apreendidas e mais R$ 12,8 mil em espécie. Sete pessoas foram conduzidas à delegacia.
Já em outro estabelecimento, na rua Barão de Ubá, na Praça da Bandeira, foram apreendidas 113 máquinas. Até a publicação desta reportagem, o dinheiro ainda estava sendo contabilizado.
O estabelecimento na Tijuca ficava na Rua Conde de Bonfim, a principal do bairro, no térreo de um prédio residencial e ao lado de diversas lojas.
Não havia letreiro sobre a entrada, chumbada por uma grade com uma pequena porta.
Segundo o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), o bingo foi identificado como “parte da estrutura financeira da organização criminosa conhecida como nova cúpula do jogo do bicho”.
A investigação do Ministério Público sobre a nova cúpula teve início a partir da análise de dados extraídos de celulares apreendidos durante a Operação Fissão, deflagrada em outubro de 2024.
“As mensagens revelaram a atuação integrada de Rogério Costa de Andrade e Silva, Vinicius Pereira Drumond e Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, apontados como lideranças da organização criminosa”, afirmou o MPRJ.
“Com o avanço das diligências, relatórios de inteligência identificaram uma rede de bingos clandestinos vinculada ao grupo”, emendou.
Em uma ação anterior, realizada em um imóvel na Rua Maxwell, em Vila Isabel, foram apreendidas 48 máquinas caça-níqueis, além de outros materiais utilizados na exploração ilegal de jogos de azar.








