A Prefeitura de Nova Iguaçu interditou nove ferros-velhos irregulares durante mais uma etapa da Operação Ferro-Velho Legal, realizada nesta segunda-feira (19). A ação fiscalizou 12 estabelecimentos em diferentes bairros do município e identificou graves irregularidades, como falta de alvará, ausência de licença ambiental e inexistência de autorização da Vigilância Sanitária.
Logo no primeiro ponto vistoriado, um depósito localizado na Rua Bernardino Augusto Martins, no Centro, o estabelecimento foi fechado por não apresentar a documentação obrigatória para funcionamento. As fiscalizações ocorreram nos bairros de Caioaba, Posse, Rancho Novo, Jardim Tropical, K-11 e também na região central da cidade.
A operação foi coordenada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública e contou com o apoio de 24 policiais militares do Proeis, além de três fiscais da Prefeitura e nove agentes do Controle Urbano.
Combate direto a furtos e crimes patrimoniais
Segundo o secretário municipal de Ordem Pública, Fernando Bastos, as ações têm relação direta com o aumento de furtos de cobre, cabos, peças metálicas e tampas de bueiros na cidade. Um dos casos recentes que reforçam a necessidade da operação foi a invasão da Clínica da Família do Jardim da Viga, onde criminosos furtaram cerca de 50 metros de cabos e tubulações de cobre do sistema de refrigeração.
“As operações serão rotineiras. Estamos identificando ferros-velhos que compram material furtado e ampliando a fiscalização para bairros como Austin, Comendador Soares e Km-32”, afirmou o secretário.
Histórico de irregularidades e apreensões
Em novembro do ano passado, uma ação semelhante resultou na interdição de 10 dos 12 ferros-velhos fiscalizados em Nova Iguaçu. Na ocasião, aproximadamente 100 quilos de cobre sem comprovação de procedência foram apreendidos nos bairros Cabuçu e Palhada.
No mesmo período, agentes da Operação Desmonte, força-tarefa coordenada pelo Detran RJ, interditaram um ferro-velho na Avenida Esplanada, após denúncias de descarte irregular de sucatas na via pública. O estabelecimento não possuía credenciamento junto ao órgão de trânsito e as peças comercializadas não tinham etiquetas de identificação, exigidas para garantir a procedência legal do material.
O proprietário foi notificado a retirar as sucatas da rua e teve prazo de 30 dias para apresentar as notas fiscais do material vendido.
Números da fiscalização no estado
Desde 2023, o Detran RJ já credenciou 78 ferros-velhos em todo o estado. Ao todo, foram realizadas 68 operações, que resultaram na interdição de 134 estabelecimentos irregulares.
Em julho de 2025, outra ação em Nova Iguaçu fechou um ferro-velho às margens da Rodovia Presidente Dutra, que funcionava sem registro no Detran. O local, descrito como um “cemitério de sucatas”, apresentava risco ambiental, com peças jogadas ao chão, óleo derramado e ausência total de condições adequadas de trabalho. Todo o material foi recolhido e encaminhado para empresas de reciclagem.






