Uma operação nacional contra o roubo e o furto de celulares já recuperou mais de 6 mil aparelhos em 23 estados brasileiros. A ação, chamada de Operação Última Chamada, é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e será realizada de forma permanente.
A operação usa informações do Banco Nacional de Celulares Roubados, criado em junho. A plataforma reúne dados de mais de 3 milhões de aparelhos registrados como roubados ou furtados entre 2020 e 2026.
O sistema funciona a partir do número de identificação do celular, conhecido como IMEI. Quando a vítima registra um boletim de ocorrência, o aparelho é incluído no banco de dados.
Se o celular for utilizado com um novo chip, as forças de segurança conseguem identificar a alteração. O usuário recebe uma mensagem informando que o aparelho tem registro de roubo ou furto e é orientado a entregá-lo em uma delegacia.
Quem receber a notificação e não devolver o celular poderá responder por receptação, caso seja encontrado com o aparelho durante uma abordagem policial.
A Polícia Rodoviária Federal também tem acesso ao banco de dados. Durante fiscalizações, os agentes podem consultar a situação do celular e confirmar se há registro de roubo ou furto.
Segundo o Ministério da Justiça, mais de 25 mil pessoas já foram notificadas por estarem com aparelhos registrados como roubados ou furtados. A operação também resultou na abertura de mais de 100 inquéritos policiais e em mais de 100 prisões.
A mobilização reúne polícias civis e militares dos estados, além da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal Federal. Para o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, a operação representa uma nova estratégia de combate ao roubo e ao furto de celulares no país.








