Senadores da oposição tentam adiar a votação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A PEC está prevista para ser votada no Senado na próxima semana, mas parlamentares bolsonaristas querem que a análise fique para depois do resultado da eleição presidencial.
O pedido será levado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pela senadora Tereza Cristina (PP-MT). O grupo se reuniu nesta quarta-feira (07/10) e decidiu tentar negociar a mudança no calendário. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, disse que a oposição não é contra discutir a jornada de trabalho, mas considera o momento inadequado.
“Não faz bem ao país votar um assunto dessa gravidade, dessa importância e com essa repercussão da maneira que está sendo votado”, afirmou Marinho.
A oposição também defende que, se a votação não for adiada, o Senado faça apenas o primeiro turno e deixe a segunda votação para depois das eleições. Para ser aprovada, uma PEC precisa passar por dois turnos. O regimento prevê ainda um intervalo entre as etapas, mas os prazos podem ser reduzidos se o plenário aprovar a medida.
A proposta em discussão prevê o fim da jornada de 44 horas semanais no modelo 6×1, com dois dias de descanso remunerado por semana. Segundo o texto, a jornada seria reduzida para 42 horas semanais dois meses após a aprovação e, um ano depois, chegaria a 40 horas.
O governo trabalha para aprovar a PEC nos dois turnos antes do segundo turno da eleição presidencial. A oposição, por outro lado, já anunciou que pretende apresentar emendas e questiona a decisão de colocar o tema em votação durante a disputa eleitoral.








