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Organizações de direitos humanos criam gabinete de crise após megaoperação no Rio

Evento reúne ministérios, parlamentares e movimentos sociais após 121 mortes na operação.

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Reprodução

A morte de 121 pessoas na megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, na terça-feira (28), levou órgãos de direitos humanos e autoridades públicas a criarem um gabinete de crise para discutir o episódio e propor novas diretrizes de segurança pública no estado do Rio.

O encontro, intitulado “Rio Sem Chacina”, será realizado nesta quinta-feira (30) e reunirá parlamentares, defensorias, movimentos sociais e especialistas.

A iniciativa é conduzida pela deputada estadual Dani Monteiro (PSOL), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, e pelo deputado federal Reimont (PT-RJ), que comanda a comissão homônima na Câmara dos Deputados. Também participam os ministérios dos Direitos Humanos e da Cidadania e da Igualdade Racial, chefiados por Macaé Evaristo e Anielle Franco.

A operação, considerada a mais letal da história fluminense, mobilizou 2,5 mil agentes e resultou na apreensão de 118 armas de fogo, entre elas 91 fuzis e 26 pistolas. Houve ainda 113 prisões, incluindo suspeitos de outros estados. O trabalho de identificação das vítimas continua em andamento.

O objetivo do encontro, segundo os organizadores, é buscar medidas emergenciais e propor políticas estruturais que priorizem a proteção da vida e o respeito aos direitos fundamentais.

“A construção de um Rio sem chacinas passa por políticas legítimas, legais e humanas. Nenhuma segurança pública pode se sustentar sobre o sangue do povo”, afirmou Dani Monteiro.

Além das ministras e dos parlamentares, também devem participar representantes da Defensoria Pública, do Ministério Público, de movimentos sociais e de entidades ligadas à segurança pública.