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Paes aposta em “trunfo evangélico” e força da Baixada com Jane Reis para o Governo do RJ

Com a escolha, prefeito do Rio busca pontes com o eleitorado evangélico, feminino e o estratégico reduto da Baixada Fluminense.

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Foto: Reprodução

O prefeito Eduardo Paes (PSD) deu o passo decisivo para selar sua aproximação com setores da direita ao definir a advogada Jane Reis como peça-chave em sua estratégia de reeleição. A movimentação, articulada nos bastidores pelo “núcleo duro” da prefeitura, representa não apenas uma aliança partidária, mas um movimento tático para romper resistências em segmentos onde o atual prefeito busca maior capilaridade.

O Triunfo Estratégico de Jane

Jane Reis surge como um “quadro três em um”. Advogada e casada com um pastor da Assembleia de Deus, ela é vista como a ponte ideal para o eleitorado feminino e o segmento evangélico, grupos determinantes no cenário fluminense. Além disso, carrega o sobrenome de um dos clãs políticos mais poderosos do estado, garantindo uma entrada vigorosa na Baixada Fluminense.

Apesar do peso político da família — ela é irmã dos deputados Rosenverg Reis (estadual) e Gutemberg Reis (federal), e tia do prefeito de Duque de Caxias, Netinho Reis —, Jane ainda busca provar sua força nas urnas. Sua única experiência eleitoral foi em 2020, quando obteve 15 mil votos na disputa pela prefeitura de Magé, terminando em terceiro lugar.

O Fator Washington Reis e o Rompimento com Castro

A indicação consolida a aliança com Washington Reis, ex-prefeito de Duque de Caxias e figura central na política do Rio. Historicamente ligado à família Bolsonaro, Washington era o nome favorito do clã para o governo estadual, mas viu sua trajetória no Palácio Guanabara mudar drasticamente.

Após integrar o núcleo de confiança do governador Cláudio Castro, Reis foi demitido da Secretaria Estadual de Transportes em meados do ano passado. O episódio ocorreu de forma conturbada: a exoneração foi assinada pelo presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), enquanto este ocupava o cargo de governador em exercício. O episódio provocou uma fissura profunda na relação entre Reis e Castro, empurrando o clã definitivamente para os braços de Paes.

Mudança de Rumo

A ascensão de Jane Reis alterou o tabuleiro político da capital. Até então, o favorito para a vaga de vice era Rogério Lisboa, ex-prefeito de Nova Iguaçu. No entanto, Lisboa viu suas chances minguarem diante das complexas negociações da federação entre o Progressistas (PP) e o União Brasil.

Para Paes, o desfecho “coroa” um ano de acenos consistentes ao conservadorismo, pavimentando uma coalizão que tenta equilibrar o apoio do Palácio do Planalto com a força territorial das lideranças da Baixada.