O Palacete do Parque Lage, na Zona Sul do Rio, deve ser reaberto ao público em abril de 2027, segundo o Governo do Estado. O prédio está fechado desde maio de 2025 para obras de restauração e modernização.
Apesar da previsão de reabertura, ainda não foi definido como será o funcionamento do espaço, incluindo horários de visitação e programação. A Escola de Artes Visuais do Parque Lage, que atualmente funciona em outro endereço, participa das discussões sobre o futuro do palacete, junto com associações de moradores, professores, alunos e representantes do parque.
Construído na década de 1920, o imóvel foi projetado pelo arquiteto italiano Mario Vodret para o empresário Henrique Lage e sua mulher, a cantora lírica Gabriella Besanzoni. O palacete é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde os anos 1950.
Obras entram na fase de acabamentos
A restauração já recuperou a fachada e concluiu as demolições previstas no projeto. Agora, os trabalhos incluem pintura de paredes e tetos, recuperação de portas e janelas, além de obras de drenagem e manutenção nos jardins.
O projeto também prevê a instalação de um elevador, novos banheiros e uma torre na parte de trás do imóvel.
Enquanto o palacete permanece fechado, os jardins do Parque Lage continuam abertos à visitação.
Pinturas originais foram descobertas
Durante as obras, equipes encontraram pinturas decorativas originais escondidas sob várias camadas de tinta.
No antigo bar e no salão de jogos, foram identificados desenhos ligados ao estilo do imóvel. Em um dos quartos de Gabriella Besanzoni, apareceram pinturas em tons de azul com estrelas de diferentes tamanhos. No salão nobre, detalhes dourados também foram recuperados.
As pinturas são atribuídas ao artista Salvador Pujals Sabaté. Em algumas áreas mais deterioradas, a proposta é preservar as marcas do tempo, mantendo diferentes camadas da história do palacete.








