Palestinos da Cisjordânia e de uma área central da Faixa de Gaza participam, neste sábado (25/04), das primeiras eleições municipais desde o início da guerra. O processo é marcado por desânimo entre eleitores e um cenário político limitado.
Cerca de 1,5 milhão de pessoas estão aptas a votar na Cisjordânia, território ocupado por Israel. Em Gaza, aproximadamente 70 mil eleitores participam da votação na região de Deir al-Balah, segundo a Comissão Eleitoral Central.
A maioria das candidaturas está ligada ao partido Fatah, liderado pelo presidente Mahmoud Abbas, ou concorre de forma independente. Não há participação do Hamas, grupo que controla parte da Faixa de Gaza e é rival político do Fatah.
Em diversas cidades, há apenas uma lista concorrendo, o que garante vitória automática sem necessidade de votação. Entre eleitores, a expectativa de mudanças é baixa, diante do contexto de conflito e ocupação.
As urnas na Cisjordânia funcionam das 7h às 21h. Em Gaza, a votação termina mais cedo, às 17h, devido à falta de energia elétrica, permitindo a apuração ainda com luz natural.
Representantes da ONU classificaram o processo como uma oportunidade importante para o exercício democrático, mesmo em um cenário adverso.
Na Faixa de Gaza, esta é a primeira votação desde 2006. A escolha de Deir al-Balah se deve ao fato de a área ter mantido parte da população, apesar dos deslocamentos provocados pela guerra.
Para muitos eleitores, o ato de votar tem significado simbólico. Moradores destacam que a participação representa uma forma de afirmar a continuidade da vida e da presença palestina, mesmo diante das dificuldades.
A segurança do pleito envolve equipes locais e apoio de estruturas organizadas no território, em meio a um contexto político e militar ainda instável.






