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PCC alugou casa a menos de 1 km de promotor e usou drones para monitorá-lo

Investigações apontam que facção criou setor especializado para planejar e executar atentados contra autoridades públicas.

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Reprodução

O promotor de Justiça Lincoln Gakiya revelou nesta sexta-feira (24) que integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) alugaram uma casa a cerca de 900 metros de sua residência para monitorar sua rotina. Segundo ele, o grupo também utilizou drones para vigiar sua casa e coletar informações detalhadas sobre seus deslocamentos diários.

Durante coletiva de imprensa, Gakiya afirmou que os criminosos chegaram a registrar os trajetos que ele percorria até o Ministério Público e até mesmo seus hábitos pessoais. As informações eram repassadas ao setor conhecido como “Sintonia Restrita” do PCC, responsável por planejar assassinatos de autoridades e tentativas de resgate de líderes da facção.

De acordo com o Ministério Público, essa célula opera de forma compartimentada e altamente disciplinada, dificultando a identificação de todos os envolvidos. Os criminosos realizam levantamentos minuciosos da rotina de promotores, delegados e familiares, preparando atentados com base nas informações coletadas.

Gakiya e o diretor de presídios Roberto Medina estão entre os principais alvos da facção. O promotor destacou ainda que o plano para matá-lo fazia parte da mesma ordem que resultou na execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, morto em uma emboscada na Praia Grande.