Os eleitores do Peru votam neste domingo (12/04) para escolher o novo presidente em uma eleição marcada por incertezas e forte fragmentação política.
Ao todo, 35 candidatos disputam o cargo — um número recorde que reflete a crise e o enfraquecimento dos partidos no país. Além disso, nenhum dos principais concorrentes consegue ultrapassar 20% das intenções de voto, o que mostra a falta de um favorito claro na disputa.
Entre os nomes mais bem colocados estão Keiko Fujimori, Carlos Álvarez e Rafael López Aliaga, todos com índices próximos e dentro de um cenário bastante dividido. Outros candidatos também aparecem próximos, aumentando ainda mais a imprevisibilidade do resultado.
Caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos, a eleição será decidida em segundo turno, previsto para junho.
A fragmentação também deve impactar o Congresso, que tende a ser formado por vários grupos pequenos, dificultando a governabilidade do próximo presidente.
O cenário político do país já é instável há anos. Nos últimos dez anos, o Peru teve nove presidentes, entre eleitos e interinos, muitos deles envolvidos em crises ou denúncias de corrupção.
Especialistas apontam que o sistema político do país, aliado à falta de maioria no Parlamento, tem contribuído para sucessivas trocas de governo.
Com esse histórico e a atual divisão eleitoral, a tendência é que a instabilidade política continue, independentemente do resultado das eleições.






