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Pesquisa do IBGE mostra aumento de casos de violência sexual entre estudantes

Casos aumentaram nos últimos anos e atingem principalmente meninas, segundo o levantamento

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reprodução

Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024 divulgada nesta quarta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que 9% dos estudantes de 13 a 17 anos afirmaram já terem sido obrigados, ameaçados ou intimidados a ter relações sexuais contra a própria vontade ao longo da vida.

A PeNSE é realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde e com apoio do Ministério da Educação, e fornece indicadores sobre fatores de risco e proteção de escolares. A divulgação desta quarta-feira é a quinta edição do levantamento, realizado no ano de 2024 e oferece um retrato de uma população estimada em mais de 12,3 milhões de jovens entre 13 e 17 anos matriculados em escolas públicas e privadas de todo o país

O levantamento também mostra que 18% dos alunos relataram ter sido tocados, manipulados, beijados ou expostos contra a própria vontade. Esse tipo de violência foi mais frequente entre meninas (26%) do que entre meninos (11%).

Os dados também mostram que houve aumento em relação a 2019, última edição da pesquisa: o percentual de estudantes que sofreram assédio sexual cresceu 3,8 pontos percentuais, enquanto os casos de relação sexual forçada aumentaram 2,5 pontos percentuais.

Na maioria dos casos, os agressores eram pessoas próximas. Entre os principais autores apontados estão outros familiares (26,6%), seguidos por pessoas desconhecidas (23,2%) e namorados(as) (22,6%).

A violência sexual ocorre, muitas vezes, ainda na infância: 66% tinham 13 anos ou menos quando o episódio aconteceu.

Os dados mostram ainda que cerca de 1,1 milhão de adolescentes já foram forçados a ter relações sexuais no país, com maior prevalência na Região Norte, especialmente nos estados do Amazonas (14,0%), Amapá (13,5%) e Tocantins (13,0%).