Quase dois anos após a entrada em vigor da lei que restringiu o uso indiscriminado de celulares nas escolas, os aparelhos passaram a ganhar um novo papel dentro das salas de aula. Em vez de serem vistos apenas como fonte de distração, muitas instituições passaram a utilizá-los como recurso pedagógico para complementar o ensino.
É o que mostra a pesquisa TIC Educação 2025, divulgada nesta terça-feira (4). O levantamento revela que quatro em cada dez escolas brasileiras permitem que os alunos levem seus celulares para as dependências da instituição. Entre essas, a maioria autoriza o uso dos aparelhos durante atividades pedagógicas.
De acordo com o estudo, 66% das escolas que permitem a entrada dos celulares utilizam os próprios aparelhos dos estudantes como ferramenta de apoio às aulas. O uso é mais frequente nas regiões Norte e Nordeste, em escolas localizadas em áreas rurais e em instituições de pequeno porte, com até 150 alunos.
A pesquisa indica uma mudança na forma como as escolas lidam com a tecnologia. Em vez de proibir totalmente os dispositivos, parte das instituições tem investido em regras para que o celular seja utilizado de forma orientada, em atividades como pesquisas, exercícios interativos, acesso a plataformas educacionais e produção de conteúdos.
Os dados sugerem que, quando empregado de maneira planejada e supervisionada pelos professores, o celular pode contribuir para tornar as aulas mais dinâmicas e aproximar o ensino da realidade digital vivida pelos estudantes.








