Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Acidentes com motos dominam ocorrências na Linha Amarela e pressionam rede de saúde
Rio de Janeiro
Acidentes com motos dominam ocorrências na Linha Amarela e pressionam rede de saúde
TJ-SP absolve Thiago Brennand em caso de estupro e anula condenação de 8 anos
Brasil
TJ-SP absolve Thiago Brennand em caso de estupro e anula condenação de 8 anos
Via Láctea pode ser 10% maior do que se imaginava, revela estudo
Geral
Via Láctea pode ser 10% maior do que se imaginava, revela estudo
Quadrilha especializada em furtos a imóveis de luxo é presa antes de ataque em Copacabana
Rio de Janeiro
Quadrilha especializada em furtos a imóveis de luxo é presa antes de ataque em Copacabana
Manguezal renasce em Guapimirim e volta a abrigar mais de 70 espécies
Estado
Manguezal renasce em Guapimirim e volta a abrigar mais de 70 espécies
Lindbergh aciona STF e pede fim da prisão domiciliar de Bolsonaro após carta divulgada por Flávio
Política
Lindbergh aciona STF e pede fim da prisão domiciliar de Bolsonaro após carta divulgada por Flávio
Tiroteio em festival de música deixa dois mortos e vários feridos no Canadá
Mundo
Tiroteio em festival de música deixa dois mortos e vários feridos no Canadá
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Pesquisa PoderData: 37% dos brasileiros fecharam o último mês com contas em atraso

Para 42% dos endividados, o programa Desenrola Brasil ajudou a aliviar a situação

Siga-nos no

Foto: Reprodução

Um novo levantamento divulgado nesta terça-feira (9) acende o alerta para a saúde financeira do país: 37% dos brasileiros não conseguiram pagar todas as suas contas no último mês. Por outro lado, 61% dos entrevistados afirmaram que conseguiram honrar os compromissos ou moram em lares onde ninguém deixou de pagar os boletos.

A pesquisa foi produzida pelo instituto PoderData, que ouviu 2.500 pessoas em 166 municípios espalhados pelas 27 unidades da Federação. Os dados traçam um perfil detalhado de quem são os cidadãos mais afetados pelo endividamento atual no Brasil.

Idosos e baixa escolaridade lideram inadimplência

Ao contrário do que se poderia imaginar, os jovens não são os que mais acumulam contas em atraso. O recorte por faixa etária revela que a maior taxa de inadimplência está entre a população mais velha: 43% dos que deixaram de pagar as contas têm 60 anos ou mais. Em contrapartida, a faixa que vai dos 16 aos 24 anos registrou o menor índice de calotes, com 30%.

A vulnerabilidade social e econômica também dita o ritmo das dívidas. Na análise por nível de instrução, a inadimplência explode entre os que enfrentam barreiras educacionais:

  • Sem instrução: 64% não pagaram as contas.
  • Ensino Fundamental: 52% fecharam o mês no vermelho.

Além disso, a renda é um fator determinante: 66% do total de inadimplentes ganham até dois salários-mínimos, evidenciando o aperto financeiro nas classes mais baixas diante do custo de vida.

Geograficamente, a crise orçamentária castiga com mais força a região Norte, onde 54% das pessoas admitem o não pagamento de compromissos financeiros, superando os 45% que conseguiram ficar em dia.

A região Nordeste aparece logo em seguida em nível de dificuldade econômica, registrando um empate técnico rigoroso: 49% afirmam que não pagaram todas as contas, enquanto os mesmos 49% disseram estar adimplentes. O restante preferiu não responder.

Novo Desenrola Brasil divide opiniões

O PoderData também avaliou a percepção da população sobre a eficácia do programa Novo Desenrola Brasil entre os participantes que enfrentam problemas com dívidas. O saldo para a política pública de renegociação de débitos é majoritariamente positivo, mas aponta desconhecimento:

  • 42% afirmam que o programa ajudou (seja muito ou pouco) a reestruturar as finanças.
  • 33% apontam que a iniciativa governamental não ajudou em sua situação particular.
  • 19% declararam que sequer conhecem o programa, evidenciando uma lacuna na comunicação pública.
  • 6% preferiram não responder ao questionamento.

A pesquisa reforça o caráter estrutural do endividamento no país, mostrando que o acesso a ferramentas eficientes de renegociação e o fortalecimento da renda básica continuam sendo os maiores desafios para equilibrar as contas das famílias brasileiras.