A Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro apreendeu R$ 1,1 bilhão no primeiro semestre de 2026 em operações de combate à corrupção, fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e organizações criminosas. O valor supera o total registrado pelas outras 26 superintendências da corporação no país, que somaram cerca de R$ 800 mil no mesmo período.
O resultado é atribuído a investigações de grande repercussão, envolvendo fraudes corporativas, desvio de recursos públicos, corrupção policial e lavagem de dinheiro.
Entre as principais ações está a segunda fase da Operação Disclosure, que investiga a fraude contábil bilionária nas Americanas. Pela primeira vez, a apuração alcançou acionistas da empresa. A Justiça determinou o sequestro de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões, correspondente ao prejuízo estimado. A operação contou com apoio do Ministério Público Federal e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Em março, outra operação desarticulou uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro em Niterói. Foram apreendidos cerca de R$ 800 mil em espécie e armas de fogo. As investigações seguem sob sigilo.
No mesmo período, a Polícia Federal também deflagrou a terceira e a quarta fases da Operação Unha e Carne, que apura fraudes em contratos públicos e o vazamento de informações sigilosas sobre ações contra o Comando Vermelho. A investigação resultou, entre outros desdobramentos, nas prisões do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, e do deputado estadual Thiago Rangel, que permanecem presos.
Além do volume apreendido, a Superintendência da PF no Rio registrou desempenho acima da média nacional nos indicadores internos da corporação, que levam em conta a estrutura das unidades e o efetivo disponível. O resultado reforça o protagonismo da unidade fluminense nas principais investigações de combate à corrupção e aos crimes financeiros no país.








