A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (29/07) a Operação Conexão Rio Preto, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro. O grupo é suspeito de ocultar bilhões de reais obtidos principalmente por meio da exploração ilegal de jogos de azar no estado do Rio de Janeiro. Por determinação da Justiça Estadual de São José do Rio Preto (SP), foram bloqueados R$ 2,09 bilhões em bens e ativos financeiros dos investigados.
Cerca de 80 agentes saíram para cumprir nove mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão. As ações ocorrem simultaneamente nos municípios de São José do Rio Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Campo Grande (MS). A ofensiva conta com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo.
Empresas de fachada e o núcleo paulista
Segundo os relatórios da investigação, a rede criminosa operava de forma estruturada e estável. O esquema utilizava operadoras financeiras, empresas de fachada e “laranjas” para mascarar a origem do dinheiro do jogo ilegal.
As apurações apontam que um dos braços mais importantes do grupo ficava sediado em São José do Rio Preto. Na cidade do interior paulista, empresas do setor de construção civil eram usadas ativamente para injetar e movimentar os recursos ilícitos na economia formal.
Bloqueio bilionário e crimes
O montante de R$ 2,09 bilhões determinado pela Justiça inclui o congelamento de contas bancárias, além do sequestro de imóveis e veículos de luxo identificados ao longo das investigações. Os alvos da operação responderão pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro com penas que podem ultrapassar os 10 anos de reclusão.








