A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira (30/09), a Operação Peabiru, no Alto da Boa Vista, na Zona Norte do Rio. A ação investiga a possível entrada irregular no Brasil e a tentativa de comercialização de uma pintura peruana do século XVII.
A investigação começou após um alerta enviado pela Polícia Nacional do Peru à PF. A obra, chamada “Magnífico Señor de los Temblores – Escuela Cusqueña, Siglo XVII”, foi anunciada em uma plataforma internacional de comércio de obras de arte.
Durante as investigações, a Polícia Federal identificou indícios de que a pintura estaria ligada a uma empresa sediada no Rio de Janeiro que atua no comércio de obras de arte e antiguidades.
Uma análise técnica do Ministério da Cultura do Peru apontou que a pintura pertence ao período vice-reinal peruano do século XVII e tem valor histórico e artístico. A obra é reconhecida como parte do Patrimônio Cultural da Nação Peruana e, segundo as autoridades, não poderia ter deixado o país sem uma autorização específica.
Confira o vídeo da operação:
PF procura pintura e documentos
Nesta quarta-feira, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão no Alto da Boa Vista. O objetivo é localizar a pintura e apreender documentos relacionados à aquisição, origem, transporte, importação e possível comercialização da obra.
Também estão sendo procurados equipamentos eletrônicos que possam conter informações sobre o caso.
A investigação apura, inicialmente, possíveis crimes de receptação qualificada e contrabando. Outros delitos também podem ser identificados durante as apurações.
A operação faz parte da cooperação entre Brasil e Peru para combater o tráfico de bens culturais e recuperar objetos pertencentes ao patrimônio histórico e artístico peruano. A investigação também considera normas internacionais de proteção de bens culturais.
Origem do nome
O nome da operação faz referência ao Caminho do Peabiru, uma antiga rede de trilhas indígenas que atravessava diferentes regiões da América do Sul e ligava áreas do atual território brasileiro ao interior do continente, chegando próximo aos Andes.
Segundo a PF, a escolha do nome representa a ligação histórica entre Brasil e Peru e a tentativa de reconstruir o caminho percorrido pela obra e, caso seja confirmada a saída irregular do Peru, possibilitar seu retorno ao patrimônio cultural do país.








