A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2), a Operação Arcanjo XXVI no município de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A ação, que visava combater o armazenamento e o compartilhamento de imagens de abuso sexual infantil na internet, resultou na prisão do principal investigado e na captura em flagrante de dois traficantes que cruzaram o caminho dos agentes.
Ao todo, cerca de 50 policiais federais participaram da ofensiva. A equipe foi composta por agentes da Delegacia da PF em Niterói (DPF/NRI), do Grupo de Pronta Intervenção (GPI) e do Comando de Operações Táticas (COT).
Eles cumpriram um mandado de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão no bairro Jardim Catarina. As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal Criminal de Campos dos Goytacazes.
Prisões em flagrante no trajeto
Durante o deslocamento para a residência do alvo principal, as equipes da PF se depararam com dois homens armados. Os suspeitos foram presos em flagrante carregando armas, munições, drogas, além de roupas e acessórios táticos.
De acordo com a PF, os dois flagrados com o material ilícito não eram os alvos iniciais da operação, mas foram conduzidos à Delegacia de Niterói para o registro da ocorrência. Eles serão encaminhados ao sistema prisional do estado, onde ficarão à disposição da Justiça.
Apreensões e próximos passos
Na residência do investigado pelos crimes digitais, os policiais apreenderam quatro telefones celulares e dois computadores. Todo o material tecnológico passará por perícia técnica criminal.
O objetivo da PF é extrair provas que ajudem a aprofundar as investigações, identificar possíveis vítimas e responsabilizar outros envolvidos na rede de compartilhamento. O suspeito responderá pelos crimes de armazenamento e difusão de conteúdo de abuso sexual infantojuvenil.
Em nota, as autoridades destacaram que a comunidade internacional adota preferencialmente os termos “abuso sexual” ou “violência sexual” de crianças e adolescentes em vez de “pornografia” — termo ainda presente no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) —, por traduzir melhor a gravidade e a violência dessas condutas.
A Polícia Federal também emitiu um alerta para que pais e responsáveis monitorem ativamente o uso da internet por menores de idade. A instituição reforça que o diálogo aberto sobre segurança digital e a orientação para relatar comportamentos suspeitos são as ferramentas mais eficazes para prevenir o aliciamento e proteger as vítimas.










