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PF prende suspeito de vender armas para facção que movimentou R$ 33 milhões e trabalhava na Alerj

Investigação aponta que grupo negociou fuzis para o TCP e repassava informações sigilosas a criminosos

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Foto: Reprodução TV Globo

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prenderam nesta quarta-feira (07/10) cinco pessoas suspeitas de integrar um esquema de venda de armas para o Terceiro Comando Puro (TCP). Entre os detidos está Marcel Rodrigues Fernandes, que foi encontrado em um hotel de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, com um fuzil calibre 7.62 no quarto.

Segundo as investigações, Marcel ocupou cargos comissionados na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e no Detran-RJ. Apesar de receber cerca de R$ 8 mil por mês na Alerj, ele teria movimentado mais de R$ 33 milhões nos últimos cinco anos. Na casa dele, em Angra dos Reis, os agentes também apreenderam outro fuzil do mesmo calibre.

A Operação Magen apura a atuação de um grupo acusado de fornecer armamentos ao TCP, facção comandada por Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão. As investigações começaram a partir da análise de um celular atribuído ao traficante. De acordo com a PF e o MPRJ, o grupo negociou pelo menos 22 armas, incluindo 13 fuzis, além de granadas e uniformes da Polícia Civil.

Também foram presos o ex-policial militar Eduardo Thales Lopes Pires, o ex-PM José Carlos Ribeiro de Campos, o policial militar da ativa Johan Borja Portela e o ex-PM Vitor Hugo Marinho Garcia, conhecido como Batata. Apontado como líder do grupo, Batata foi preso em Nova Iguaçu. Na residência dele, os agentes apreenderam um fuzil, uma granada, R$ 67 mil em dinheiro e 14 celulares.

Entre os alvos da operação está ainda o policial civil Carlos Barnabé Santos Souza, investigado por fornecer informações sigilosas ao grupo. Ele e o traficante Peixão são considerados foragidos.

Os investigados já foram denunciados pelo Ministério Público e se tornaram réus na Justiça. Eles vão responder por crimes como organização criminosa armada, comércio ilegal de armas, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional e outros delitos relacionados ao tráfico de armas e drogas.

A Corregedoria da Polícia Civil informou que abriu procedimento para apurar a conduta do policial investigado. Já a Polícia Militar afirmou que também vai instaurar processos administrativos para analisar a participação dos agentes citados na operação. A corporação destacou que não tolera desvios de conduta e que colabora com as investigações.

PF e MPRJ fazem operação contra PMs investigados por vender fuzis para o Terceiro Comando Puro