A Polícia Militar realiza, desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (26), uma operação técnica e de cerco no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio. O objetivo central é a instalação de grandes blocos de concreto em pontos de acesso da comunidade da Fazendinha, visando coibir a livre circulação de criminosos e o armazenamento de cargas e veículos roubados.
Apesar de a corporação não registrar confrontos até o momento, o reflexo na rotina da região é imediato e severo. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, 13 escolas municipais suspenderam as aulas por precaução, afetando centenas de alunos e profissionais.
Estratégia de “Asfixia” ao Crime
A intervenção é coordenada pela Coordenadoria de Polícia de Proximidade (CPP). Segundo a PM, a instalação dos blocos funciona como uma “contrabarricada”: em vez de impedir o acesso da polícia, as estruturas são posicionadas em locais estratégicos para dificultar a fuga de criminosos e o transporte de mercadorias ilícitas.
Esta tática não é inédita. A PM informou que o modelo de monitoramento e controle de fluxo por barreiras fixas já foi aplicado com sucesso no Complexo da Maré, resultando na redução de índices de roubos de carga em vias expressas vizinhas, como a Avenida Brasil.
Impacto nos Serviços Públicos
Embora a operação tenha caráter logístico, o clima de tensão alterou o funcionamento de serviços essenciais. Ao todo13 escolas municipais foram fechadas. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que as três unidades de Atenção Primária da região mantêm o atendimento interno normal. No entanto, as atividades externas, como as visitas domiciliares dos agentes de saúde, foram totalmente suspensas por questões de segurança.
A Polícia Militar reforçou que o policiamento segue intensificado em todo o perímetro do Alemão e que a operação não tem hora para terminar.






