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PM mata Cachulé, chefe do tráfico na Ilha do Governador e foragido desde 2016

Traficante morreu após confronto com policiais do 17º BPM na Comunidade do Barbante; dois fuzis foram apreendidos

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Reprodução

O traficante Wagner Barreto de Alencar, de 45 anos, conhecido como Cachulé, morreu na tarde desta sexta-feira (16) durante um confronto com policiais militares na Comunidade do Barbante, também chamada de Vila Joaniza, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele era apontado pela Polícia Militar como o principal líder do tráfico de drogas na região e estava foragido da Justiça havia quase dez anos.

A operação contou com equipes do 17º BPM (Ilha do Governador), que tiveram apoio do Grupamento Aeromóvel (GAM). Segundo a corporação, os agentes localizaram Cachulé dentro da comunidade e interceptaram o veículo em que ele circulava.

Confronto durante a abordagem

De acordo com a Polícia Militar, houve resistência armada no momento da abordagem, o que provocou intensa troca de tiros. Cachulé foi atingido, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Durante a ação, os policiais apreenderam dois fuzis que estariam em posse do criminoso ou de integrantes do grupo que o acompanhava.

A corporação informou ainda que a operação fazia parte de ações de repressão ao tráfico na Ilha do Governador, área que vinha registrando episódios de violência associados à atuação de facções criminosas.

Liderança do tráfico e ataques à polícia

Apontado como o chefe do crime organizado na Ilha do Governador, Cachulé também era investigado por comandar ataques armados contra unidades policiais na região, incluindo ações contra o Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO). A PM afirma que ele exercia forte influência sobre o tráfico local e mantinha controle territorial na comunidade.

Segundo a polícia, o traficante estava foragido do sistema penitenciário desde 2016 e tinha diversos mandados de prisão em aberto, relacionados a crimes como tráfico de drogas e associação criminosa.

Investigação e procedimentos após a operação

Após o confronto, a área foi isolada para o trabalho da perícia, como prevê o protocolo em casos de morte decorrente de intervenção policial. A Delegacia de Homicídios da Capital (DH) foi acionada e ficará responsável por apurar as circunstâncias do confronto.

A Polícia Militar reforçou o policiamento na Ilha do Governador durante a tarde e o início da noite para evitar possíveis represálias e garantir a segurança dos moradores da região.