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Polícia aponta falhas graves e indicia cinco por mortes em incêndio no Shopping Tijuca

Inquérito revela ausência de sistemas adequados, demora no acionamento dos bombeiros e irregularidades estruturais

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Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro concluiu o inquérito sobre o incêndio no Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio, e indiciou cinco pessoas pelas mortes da brigadista Emellyn Silva Aguiar Menezes, de 26 anos, e do segurança Anderson Aguiar, de 43. O fogo começou no subsolo do centro comercial, no dia 2 de janeiro.

Foram responsabilizados gestores do shopping e da loja onde as chamas tiveram início. Parte deles vai responder por incêndio doloso qualificado pela morte, além de lesão corporal, exposição da vida de terceiros a perigo e fraude processual.

Ao longo da investigação, 38 pessoas foram ouvidas. Segundo os delegados responsáveis, os depoimentos e a perícia apontaram falhas graves na gestão da crise, incluindo ausência de alarmes eficazes, evacuação desorganizada, treinamento insuficiente e demora no acionamento do Corpo de Bombeiros — chamado 23 minutos após o primeiro alerta interno.

A polícia também identificou que a loja não possuía alvará regular e que o shopping não contava com sistema de exaustão adequado para conter a fumaça. O laudo técnico concluiu que o ambiente era estruturalmente inseguro, com instalações elétricas fora das normas e alta carga de material inflamável, fatores que contribuíram para a rápida propagação do incêndio.

Os gestores ainda foram indiciados por fraude processual, após a liberação indevida de acesso ao local interditado, o que teria comprometido provas.