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Polícia Civil deflagra 3ª fase da Operação Mounjaro contra venda ilegal de canetas emagrecedoras

A ofensiva se concentra em 24 endereços no Rio de Janeiro. Outros mandados são cumpridos em São Paulo, Minas Gerais, Ceará e no Distrito Federal.

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reprodução

Agentes da Delegacia do Consumidor (Decon) deflagraram, nesta terça-feira, a terceira fase da Operação Mounjaro. A ação mira uma organização criminosa responsável pela comercialização de canetas emagrecedoras de procedência desconhecida. Os policiais cumprem 29 mandados de busca e apreensão em cinco estados.

A ofensiva se concentra em 24 endereços no Rio de Janeiro. Outros quatro mandados são cumpridos em São Paulo, Minas Gerais, Ceará e no Distrito Federal.

Segundo as investigações, os medicamentos são vendidos fora de farmácias e drogarias licenciadas. A prática viola frontalmente as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os criminosos utilizavam as redes sociais como principal vitrine para atrair compradores.

As autoridades alertam que o consumo desses produtos de origem duvidosa traz graves riscos à saúde pública, uma vez que não há controle sobre o armazenamento, transporte ou a real composição das substâncias.

O cerco ao mercado clandestino reflete um aumento vertiginoso no volume de remédios ilegais interceptados no estado do Rio de Janeiro. O avanço do crime é impulsionado por três pilares: o contrabando internacional, o comércio virtual e o roubo a farmácias por quadrilhas especializadas.

Dados da Receita Federal e da Polícia Federal confirmam a explosão do mercado ilegal nos últimos anos:

  • 2024: 115 medicamentos confiscados pela Receita Federal.
  • 2025: Volume salta para 1.026 unidades apreendidas.
  • 2026 (Jan-Abr): Mais de 1.700 unidades retidas, superando todo o ano anterior em 70%.
  • 2026 (Primeiros meses): Polícia Federal apreende cerca de 800 unidades.

Rota do contrabando

O Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) desponta como o principal ponto de flagrantes no Rio. Passageiros são frequentemente flagrados no desembarque com ampolas escondidas nas bagagens.

De acordo com a Polícia Federal, a rota principal do mercado clandestino tem origem no Paraguai. A mercadoria entra no Brasil por Foz do Iguaçu (PR) e é escoada para o Rio de Janeiro por meio de ônibus de turismo ou voos domésticos. No destino, os produtos são arrematados sem receita médica por valores muito abaixo dos praticados pelo varejo farmacêutico legal.