A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, na manhã desta quinta-feira (16), uma operação contra uma milícia que fingia usar fardas da própria corporação para patrulhar a Zona Oeste da capital. A ação foca em criminosos que vestiam uniformes falsificados da Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas) para fazer rondas armadas na região do Magarça, em Campo Grande.
Agentes tentam cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra dois alvos principais: Leonardo Torres Gomes, conhecido como “Léo Piloto”, e Lorran Vasconcelos Martins. Segundo as investigações, ambos integram a quadrilha liderada pelo miliciano conhecido como “PL”.
A investigação aponta que o grupo usava o disfarce de policiais civis durante a madrugada. O objetivo era demonstrar força na região e tentar impedir invasões de traficantes rivais da facção Comando Vermelho (CV).
De acordo com a polícia, os uniformes e símbolos da Draco foram comprados ilegalmente pela internet. A corporação reforça que o uso não autorizado de insígnias e fardamentos públicos configura crime.
Os dois principais investigados possuem uma extensa ficha criminal e já deveriam estar atrás das grades:
- Léo Piloto: Recebeu liberdade da Justiça em abril do ano passado e, segundo as investigações, retomou imediatamente as atividades na milícia da Zona Oeste.
- Lorran Martins: Responde por diversos crimes nas regiões de Bangu e Guaratiba, sendo considerado foragido do sistema prisional desde março.
A operação policial continua em andamento na região de Campo Grande para prender os suspeitos e apreender materiais ilícitos.








