A Polícia Civil do Rio investiga um caso de injúria racial contra o atacante Vinícius Júnior, da Seleção Brasileira e do Real Madrid. Segundo a instituição, o inquérito é conduzido pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) após o encaminhamento de uma denúncia pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
De acordo com o registro de ocorrência, a apuração teve início após uma denúncia anônima feita por meio do Disque 100, canal da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. O relato apontava que um usuário de uma rede social publicou a frase “Depois não quer ser chamado de macaco” em uma postagem relacionada ao jogador.
Segundo a polícia, o comentário foi publicado em 16 de abril deste ano, um dia após a partida entre Real Madrid e Bayern de Munique, válida pela Liga dos Campeões da Uefa. Na ocasião, Vinícius Júnior se envolveu em um desentendimento com o meio-campista alemão Joshua Kimmich durante a partida e o episódio gerou ampla repercussão nas redes sociais.

Denúncia
O caso foi registrado como injúria por preconceito. Conforme o registro de ocorrência, a abertura da investigação independe de representação da vítima, já que qualquer pessoa pode comunicar esse tipo de crime diretamente às autoridades.
Ainda segundo a polícia, após receber a denúncia, a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos encaminhou o caso ao Ministério Público. No despacho assinado no último dia 8 de junho, o promotor de Justiça André Luís Cardoso determinou o envio do procedimento à Decradi para a instauração do inquérito policial e a realização das diligências necessárias.
Como parte da investigação, a Decradi encaminhou um ofício à Meta Platforms, empresa responsável pelo Instagram, solicitando informações cadastrais do perfil investigado. A Polícia Civil também determinou a oitiva de Vinícius Júnior e do suspeito de ter feito a publicação. A identidade dele não foi divulgada.
Vini Jr convive com episódios de racismo desde o início da carreira na Espanha. Em quase dez anos defendendo o Real Madrid, o jogador já denunciou cerca de 20 casos de ofensas racistas, dentro e fora dos estádios.








