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Polícia Civil mira ex-CACs suspeitos de fornecer armas para facções criminosas no Rio

Operação da Desarme cumpre mandados na Capital e na Baixada Fluminense

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A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), deflagrou nesta terça-feira (12) uma operação contra ex-CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores) que permanecem com armamentos de forma irregular. A investigação apura se esses indivíduos estariam desviando material bélico para facções criminosas que atuam no estado.

Desde as primeiras horas da manhã, agentes mobilizados na Cidade da Polícia saíram para cumprir oito mandados de busca e apreensão. Os alvos estão localizados na capital fluminense e nos municípios de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Até o momento, o balanço parcial da operação contabiliza a apreensão de seis armas e dez carregadores.

Desvio para o crime organizado

Segundo a Desarme, os alvos da ação tiveram seus registros cassados pelo Exército Brasileiro ou pela Polícia Federal, mas ignoraram a obrigatoriedade de entregar o arsenal às autoridades.

O trabalho de inteligência, realizado em parceria com forças federais, identificou indícios de que esse armamento estaria alimentando o poderio bélico de organizações criminosas. O objetivo das diligências de hoje é localizar projéteis e documentos que comprovem o vínculo entre os ex-CACs e traficantes ou milicianos.

Mudança na fiscalização

O cenário de fiscalização de armas no Brasil passa por um período de transição. Dados do Exército Brasileiro de julho do ano passado indicavam a existência de quase 980 mil certificados de CACs ativos no país, com um total de 1,5 milhão de armas registradas.

Desde a assinatura do “Decreto das Armas” em julho de 2023 — medida confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) —, a responsabilidade pela fiscalização desses grupos está sendo transferida do Exército para a Polícia Federal. Pelas regras atuais, a PF assume o controle de novos registros, enquanto processos iniciados até 30 de junho de 2023 permanecem sob a guarda das Forças Armadas.

A operação segue em andamento e os materiais apreendidos serão encaminhados para perícia técnica.