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Polícia Civil mira venda ilegal de canetas emagrecedoras em academias do Rio e de SP

Quarta fase da ação cumpre mandados na Zona Oeste, Zona Sul e na capital paulista; medicamentos eram comercializados sem controle sanitário

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Reprodução

A Delegacia do Consumidor (Decon) da Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (9), a quarta fase da “Operação Mounjaro”. O objetivo é desarticular uma nova célula criminosa especializada na comercialização clandestina de medicamentos de alta demanda para o emagrecimento, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”.

Os agentes saíram às ruas para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços estratégicos ligados aos investigados. Os alvos estão localizados nos bairros de Campo Grande, Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, além de ramificações na cidade de São Paulo. De acordo com as investigações, o grupo utilizava academias de ginástica das Zonas Sul e Oeste da capital fluminense como principais pontos de distribuição ilegal dos fármacos.

A investigação que culminou na operação de hoje começou após um minucioso trabalho de inteligência policial e monitoramento de redes sociais. A Decon conseguiu identificar um homem apontado como um dos distribuidores-chave do esquema dentro do ambiente fitness.

As apurações da especializada acendem um alerta vermelho para a saúde pública: os medicamentos eram oferecidos aos clientes sem qualquer comprovação de procedência, nota fiscal ou controle sanitário adequado, o que coloca a vida dos consumidores em risco devido à falta de garantia sobre o armazenamento e a autenticidade das substâncias.

Durante as buscas realizadas nesta terça-feira, os policiais civis focaram na apreensão de documentos, registros financeiros, aparelhos eletrônicos e lotes de medicamentos. Todo o material recolhido passará por perícia técnica e análise de dados para mapear a cadeia completa de fornecedores e compradores do esquema.

Esta nova etapa da “Operação Mounjaro” consolida o cerco da Decon contra o mercado paralelo de remédios de uso controlado e a aplicação de substâncias irregulares no estado. Os envolvidos podem responder por crimes contra as relações de consumo e contra a saúde pública.