A Polícia Civil de Santa Catarina finalizou nesta terça-feira (03/02) a investigação sobre a morte do cachorro Orelha e os maus-tratos ao cão Caramelo, crimes ocorridos na Praia Brava, em Florianópolis. A corporação aponta um adolescente como agressor de Orelha e pede a internação do jovem — o que é equivalente a uma prisão de adulto. Os advogados dele negam as acusações. Além disso, foram indiciados três maiores por coação a testemunha neste caso.
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Já no caso do cão Caramelo, quatro foram responsabilizados pelos investigadores. O vira-lata foi levado ao mar e submetido a uma tentativa de afogamento no mesmo dia do ataque à Orelha. O animal conseguiu escapar e foi adotado pelo delegado-geral da corporação, Ulisses Gabriel. Foi concluído que os jovens cometeram atos infracionais análogos ao crime de maus-tratos em ambas as agressões.
A polícia não revelou se um mesmo adolescente está envolvido nos dois casos. Informações como os nomes, as idades e a localização dos suspeitos não foram divulgadas por conta do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê sigilo absoluto nos procedimentos envolvendo pessoas abaixo de 18 anos.
Conhecido pela doçura, Orelha vivia há cerca de dez anos na Praia Brava, onde era cuidado por moradores e comerciantes e considerado um mascote do bairro. Encontrado gravemente ferido em uma área de mata no mês passado, o animal foi levado a uma clínica veterinária, mas, devido à extensão das lesões, passou por eutanásia.
De acordo com os laudos da Polícia Científica, o cachorro sofreu uma pancada contundente na cabeça, “que pode ter sido por um chute ou algum objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa”. Ele foi atacado na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30 da manhã.
A Polícia Civil afirma que ouviu 24 testemunhas e analisou mais de mil horas de filmagens na região, em 14 equipamentos que captaram imagens, para chegar ao autor do crime.
Também foram identificadas provas como a roupa utilizada pelo autor do crime, que foi registrada em filmagens. Um software francês obtido pela corporação analisou a localização do responsável durante o ataque fatal a Orelha.






