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Polícia descarta relação entre R$ 100 mil de vereador e prêmio da ONU

Investigação aponta depósitos em dinheiro vivo e transferências de empresa em área dominada pelo tráfico

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Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro afirmou, nesta terça-feira (17), que não há ligação entre os R$ 100 mil considerados movimentação suspeita na conta do vereador Salvino Oliveira e um prêmio recebido por ele da Organização das Nações Unidas.

De acordo com o Departamento Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro, os valores analisados correspondem a transações realizadas no segundo semestre de 2024 e já comunicadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras.

Segundo a polícia, o que levantou suspeitas foram depósitos em dinheiro vivo e transferências feitas por uma empresa de informática localizada no Complexo da Maré, área sob influência do Comando Vermelho.

A corporação ressaltou que valores recebidos como premiações, inclusive de organismos internacionais, não são automaticamente classificados como suspeitos. A análise, segundo a nota, segue critérios técnicos que consideram fatores como volume, frequência, origem e padrão das movimentações financeiras.

O vereador foi preso no último dia 11 durante uma operação contra a ligação de agentes públicos com o tráfico, mas acabou solto dois dias depois por decisão do Tribunal de Justiça do Rio.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novas diligências devem ser realizadas até a conclusão do inquérito.