Um falso médico foi preso por agentes da 14ª DP (Leblon) nesta sexta-feira (5), acusado de realizar abortos clandestinos e provocar a morte de uma mulher no Rio de Janeiro. A operação policial foi deflagrada após a identificação do óbito e de uma segunda vítima, que sofreu graves sequelas decorrentes do procedimento cirúrgico ilegal.
O suspeito, que não possui formação acadêmica ou registro no Conselho Regional de Medicina, foi localizado em sua residência no bairro de Benfica, na Zona Norte. Ele mantinha um consultório de fachada na Barra da Tijuca, área nobre da Zona Oeste da capital fluminense.
Segundo as investigações da Polícia Civil, a clínica na Barra da Tijuca ostentava uma boa aparência física para enganar as pacientes. No entanto, o espaço operava sem nenhum equipamento cirúrgico essencial ou insumos básicos para prestar socorro imediato em caso de intercorrências médicas.
Os agentes constataram que as interrupções de gravidez eram executadas com materiais improvisados, incluindo o uso de papel toalha. O ambiente violava normas sanitárias elementares de higiene, expondo as mulheres a infecções severas e risco iminente de morte.
Após reunir provas robustas sobre as atividades do acusado, a Polícia Civil solicitou mandados de busca e apreensão e a prisão temporária do investigado. As ordens foram validadas pelo Poder Judiciário.
Na clínica, na Barra da Tijuca, policiais apreenderam diversos medicamentos de uso controlado e instrumentos cirúrgicos utilizados nos procedimentos ilegais. Na residência do suspeito, em Benfica, foram encontradas munições não autorizadas, o que resultou também em uma autuação em flagrante por posse ilegal de munição.
O material apreendido foi encaminhado para perícia técnica. O preso responderá pelos crimes de exercício ilegal da medicina, aborto provocado por terceiro com resultado de morte e lesão corporal gravíssima.










