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Polícia investiga fábrica de alisante capilar irregular em Duque de Caxias

Empresa é suspeita de vender produto registrado como creme de tratamento, mas com características de alisante

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Foto: Reprodução / Tv Globo

A Polícia Civil investiga a produção e a venda irregular de um produto para cabelo fabricado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo a polícia e a Anvisa, o produto era registrado como creme de tratamento, mas tinha características de alisante capilar, que exige regras específicas de registro e controle.

Nesta quarta-feira (02/09), agentes cumpriram seis mandados de busca e apreensão em endereços ligados à empresa. A operação passou pela sede da companhia, em Duque de Caxias, por dois depósitos em São João de Meriti e pela casa do responsável, na Barra da Tijuca.

Na sede, os policiais encontraram a linha de produção funcionando e apreenderam grande quantidade de produtos prontos para venda.

 

Investigação começou após denúncia

O caso começou depois que uma consumidora denunciou ter sofrido ferimentos no couro cabeludo após usar o produto. A partir da denúncia, os investigadores identificaram uma possível diferença entre o registro feito na Anvisa e as características do creme.

Os produtos apreendidos usavam o nome de uma marca chinesa conhecida na internet. Segundo os investigadores, a empresa não tinha autorização da Anvisa para comercializá-la no Brasil.

Durante as buscas, também foram apreendidos R$ 375 mil e 10 mil dólares em espécie. A polícia investiga ainda um possível descarte irregular de produtos.

O responsável pela empresa negou irregularidades e afirmou que a comercialização do creme é legal.