A Polícia Civil investiga novos envolvidos no espancamento que terminou com a morte de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Nesta terça-feira (25/08), quatro pessoas prestaram depoimento na 12ª DP, em Copacabana.
Segundo o delegado Ângelo Lages, um homem que teria presenciado as agressões sem tentar impedir o ataque ou chamar a polícia pode responder por omissão de socorro. Ele seria filho de um comerciante que contratou o serviço clandestino de segurança envolvido no caso.
Uma mulher também foi ouvida. Ela é suspeita de ter entregado o porrete usado pelo segurança Davi Santos Machado para agredir Rafael. De acordo com o delegado, ela pode responder por lesão corporal.
A polícia ainda tenta identificar outro homem que aparece nas imagens dando um chute na cabeça da vítima, que já estava caída. Os investigadores analisam novas imagens para descobrir a identidade dele e avaliar um possível pedido de prisão.
Até agora, quatro pessoas foram presas por envolvimento no caso. A investigação aponta que oito pessoas podem ter participado direta ou indiretamente das agressões.
Cláudio Rafael morreu no dia seguinte ao espancamento. Segundo a polícia, ele sofreu traumatismo e hemorragia. A vítima tinha problemas cognitivos que afetavam sua comunicação e, segundo as investigações, não ofereceu resistência durante a abordagem.
Os envolvidos alegaram que tentavam recuperar uma bicicleta que acreditavam ter sido roubada. A polícia, porém, constatou que a suspeita era equivocada.
A investigação continua para esclarecer a participação de cada pessoa no crime e identificar todos os envolvidos.








