A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro intensificará o policiamento e a proteção do espaço aéreo na Cidade do Rock, localizada na Barra da Tijuca, com a implantação de um sistema antidrone de origem israelense durante a segunda e última semana de shows.
Com operação programada para o sábado (12) e o domingo (13), a tecnologia de uso experimental chega para coibir de forma rigorosa o tráfego de aeronaves não tripuladas sem autorização na área de segurança do festival. O dispositivo inovador possui capacidade técnica para gerar interferência eletrônica direcionada e viabilizar a interceptação cinética de equipamentos irregulares.
A estratégia complementa o monitoramento aéreo estadual, que já emprega drones de última geração cujas imagens são transmitidas em tempo real para o Centro Integrado de Comando e Controle Móvel, situado próximo à estação de BRT do Parque Olímpico.
O balanço operacional da primeira semana apontou uma redução de 15,5% nas ocorrências em relação a 2024, sem registros de crimes graves, impulsionado também pela estreia do Núcleo de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio (Nupatri) e da Coordenadoria de Operações com Aeronaves não tripuladas da Polícia Civil.
A necessidade do novo equipamento antidrone ficou evidente após a prisão, nos dias 5 e 7 de setembro, de dois operadores que pilotavam drones ilegalmente sem a documentação exigida. No total, a força-tarefa de segurança mobiliza 7,6 mil profissionais, integrando polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros e agentes da Lei Seca, com o suporte estratégico do GSI.
O esquema abrange patrulhamento ostensivo a pé, motorizado e montado nos acessos, além de equipes à paisana focadas na prevenção de furtos de aparelhos celulares.
Para facilitar o atendimento ao público, a Polícia Civil mantém em funcionamento uma delegacia exclusiva na área do evento e totens de atendimento digital distribuídos estrategicamente para o registro online de ocorrências.








