Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Rio firma parceria com a Light para ampliar pontos de recarga de carros elétricos
Rio de Janeiro
Rio firma parceria com a Light para ampliar pontos de recarga de carros elétricos
Lula promete entregar sigilos ao TSE e desafia Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo
Eleições 2026
Lula promete entregar sigilos ao TSE e desafia Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo
Trabalha Rio oferece atendimento gratuito em quatro bairros nesta semana
Empregos
Trabalha Rio oferece atendimento gratuito em quatro bairros nesta semana
Ronaldo Fenômeno integra grupo que compra 80% da Inter de Limeira
Esportes
Ronaldo Fenômeno integra grupo que compra 80% da Inter de Limeira
PM retira seis toneladas de barricadas em comunidades de Madureira
Rio de Janeiro
PM retira seis toneladas de barricadas em comunidades de Madureira
André Janones apresenta melhora e poderá receber alta em até 48 horas
Política
André Janones apresenta melhora e poderá receber alta em até 48 horas
Número de eleitores indecisos mais que dobra a seis dias da eleição
Eleições 2026
Número de eleitores indecisos mais que dobra a seis dias da eleição
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Polícia Civil realiza a maior ação da história do Rio e prende mais de 600 criminosos

Secretário pede revisão na legislação após alto índice de reincidência.

Siga-nos no

Divulgação

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta terça-feira (24), a Operação Espoliador, classificada pela instituição como a maior ofensiva já realizada na história do estado. Até o final da tarde, a ação já contabilizava 616 presos, número que deve crescer, uma vez que as diligências continuam em diversas regiões.

O objetivo central é o cumprimento de centenas de mandados de prisão contra investigados por roubo, latrocínio e receptação. A operação ataca a estrutura financeira e operacional de grupos criminosos que aterrorizam a capital, a Baixada Fluminense e o interior.

Alvos de alta periculosidade e prisões estratégicas

Entre as capturas de maior relevância está a de Paulinho do Catarina, de 31 anos. Segundo as investigações, ele é um dos principais nomes por trás dos roubos de veículos em São Gonçalo, com atuação violenta no trecho da BR-101.

Na Baixada Fluminense, agentes da 35ª DP (Campo Grande) prenderam dois milicianos que atuavam em Nova Iguaçu. Um deles é considerado um criminoso contumaz, acumulando 14 anotações criminais e dois mandados de prisão em aberto.

Justiça por Bianca Villaça

Um dos desdobramentos mais significativos da operação foi a prisão de Matheus Maia de Azeredo, localizado em Padre Miguel por agentes da 31ª DP (Ricardo de Albuquerque). Ele é apontado como o executor da produtora cultural Bianca Villaça, morta com 13 tiros em agosto do ano passado, na Zona Oeste. A prisão de Matheus encerra um ciclo de investigação sobre um crime que chocou o setor cultural do Rio.

De acordo com o trabalho de inteligência da Polícia Civil, o crime contra o patrimônio no Rio não é isolado, mas sim uma fonte de financiamento para o tráfico e milícias.

  • Domínio: Facções criminosas controlam cerca de 80% dos roubos de veículos.
  • Cargas: Aproximadamente 90% dos roubos de carga na capital e Região Metropolitana estão ligados a esses grupos.
  • Cadeia Completa: A operação visa desde o “braço armado” (executores) até os receptadores, que dão vazão aos produtos roubados.

“Esses são criminosos da pior espécie. A Polícia Civil vem tirando esses bandidos de circulação reiteradamente, mas o que dificulta é o retrabalho”, afirmou o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi.

O desafio da reincidência

Um dado alarmante divulgado pela secretaria revela que mais de 60% dos presos na operação já possuíam antecedentes criminais. O secretário Curi aproveitou o balanço parcial para cobrar mudanças estruturais no sistema de justiça criminal.

“Mesmo com toda a movimentação das delegacias, alguns criminosos voltam às ruas no dia seguinte à prisão. A Polícia Civil continuará prendendo, mas precisamos que haja uma reformulação legislativa”, pontuou o secretário, referindo-se à rapidez com que criminosos perigosos obtêm liberdade em audiências de custódia.

A megaoperação mobilizou unidades de elite e delegacias especializadas, incluindo Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), Departamentos da Baixada (DGPB) e do Interior (DGPI), Polícia Especializada (DGPE), Atendimento à Mulher (DGPAM) e Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP)