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Polícia mira monopólio clandestino de internet na Ilha do Governador

Ação investiga provedores irregulares e pessoas suspeitas de ligação com a facção Terceiro Comando Puro

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A Polícia Civil do Rio deflagrou a Operação Sinal Livre para desarticular um esquema de monopólio clandestino de internet na comunidade Boogie Woogie, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. A ação investiga dois provedores irregulares e pessoas suspeitas de ligação com a facção Terceiro Comando Puro (TCP).

Coordenada pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), a operação cumpre oito mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.

Segundo a polícia, o grupo expulsava empresas regulares de telecomunicações da comunidade e transformava os moradores em consumidores obrigatórios dos serviços clandestinos. Técnicos de grandes operadoras seriam ameaçados e impedidos de entrar na região para instalar equipamentos, fazer reparos ou realizar manutenção.

Ainda de acordo com as investigações, criminosos cortavam cabos, danificavam equipamentos e destruíam estruturas das concessionárias para interromper o sinal e favorecer os provedores clandestinos.

A inteligência da DDSD também identificou o uso, pelas empresas piratas, de cabos e outros materiais destinados exclusivamente à operação das concessionárias. O padrão de atuação é investigado na comunidade desde pelo menos 2022.

Durante as buscas, os agentes apreenderam celulares, computadores, documentos, registros financeiros e equipamentos utilizados na transmissão de internet. O material será periciado para identificar clientes, movimentações financeiras, divisão de tarefas e possíveis comunicações que comprovem a relação entre os responsáveis pelos provedores e integrantes da facção.

O inquérito apura, até o momento, crimes de receptação, associação criminosa, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública e interrupção de serviço de telecomunicação.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e verificar se o mesmo modelo de exploração clandestina está sendo adotado em outras comunidades do estado.