A Polícia Civil dará início ao trabalho de perícia técnica na tarde desta terça-feira (6/01), no Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio, para apurar as causas do incêndio ocorrido na última sexta-feira (2/01), que deixou dois mortos e três feridos.
A tragédia levou à interdição total do subsolo e de 17 lojas do térreo do centro comercial. O trabalho é feito por agentes da 19ª DP (Tijuca), após a liberação do local pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil.
O incêndio aconteceu no início da noite de sexta-feira e matou o supervisor de segurança do shopping, Anderson Aguir do Prado, e a bombeira civil Emellyn Silva Aguiar Menezes, que atuava no combate às chamas e ajudou a retirar clientes e funcionários antes de desaparecer. Desde então, o shopping permanece fechado.
Segundo a delegada adjunta da 19ª DP (Tijuca), Maíra Rodrigues, a perícia é essencial para definir tecnicamente a origem do fogo. “A gente precisa estabelecer o ponto focal do incêndio e a causa do incêndio. Até agora temos hipóteses, mas não podemos concluir de forma técnica. Só a peça técnica pode determinar o ponto inicial”, afirmou.
Mais cedo, a Defesa Civil do município informou que terminou a vistoria final em todo o shopping. Os engenheiros disseram que não há qualquer risco de desabamento no centro comercial.
“Vistoriamos todo o shopping e não há risco de desabamento. Não há risco estrutural. A população pode ficar tranquila quanto a isso”, comentou o subsecretário de Defesa Civil Municipal, Rodrigo Gonçalves.
Investigação e depoimentos
Além da perícia, a Polícia Civil pretende ouvir mais três testemunhas consideradas fundamentais para a investigação: a superintendente do Shopping Tijuca, o chefe da equipe de brigadistas e um dos feridos no incêndio, que segue internado no Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio.
A superintendente, que iria depor nesta terça-feira, remarcou o depoimento alegando que não teve acesso aos autos do processo. Já o chefe da brigada é aguardado na delegacia às 16h.
A delegacia já requisitou imagens das câmeras de segurança e documentação técnica do shopping, que devem ser entregues para análise.
A investigação apura relatos de possíveis irregularidades, como demora na evacuação, falhas no protocolo de combate a incêndio e problemas técnicos que possam ter contribuído para o incêndio.
“Hoje é um dia crucial para as investigações. Vamos fazer oitivas de peças fundamentais que vão trazer informações sobre as circunstâncias do incêndio, se havia protocolo para a evacuação, se tinha licença, como foi a circunstância de entrada, de acionamento dos brigadistas. Queremos saber se houve eventual negligência, falha humana ou falha técnica”, explicou a delegada.
Na segunda-feira (5/01), a Defesa Civil Municipal interditou totalmente o subsolo e parte do térreo do Shopping Tijuca após vistoria técnica. A liberação para a inspeção ocorreu depois da conclusão de uma etapa do trabalho de rescaldo do Corpo de Bombeiros. Segundo o órgão, não há risco de desabamento do prédio.
De acordo com a Defesa Civil, foi identificado risco estrutural no mezanino da loja atingida pelo incêndio, além de perigo de queda de revestimentos internos e desplacamento de partes do teto e do piso.






