Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Libras para todos: alunos de escola municipal de Nova Iguaçu aprendem uma nova forma de se comunicar
Nova Iguaçu
Libras para todos: alunos de escola municipal de Nova Iguaçu aprendem uma nova forma de se comunicar
TSE nega pedidos de duas entidades internacionais para observar eleições de 2026
Mundo
TSE nega pedidos de duas entidades internacionais para observar eleições de 2026
Justiça mantém prisão de Verônica Costa em audiência de custódia
Rio de Janeiro
Justiça mantém prisão de Verônica Costa em audiência de custódia
Hospital de Saquarema amplia UTI neonatal e passa a ter 35 leitos
Costa do Sol
Hospital de Saquarema amplia UTI neonatal e passa a ter 35 leitos
Presa por tortura de ex-marido, Verônica Costa passa por audiência de custódia neste sábado
Rio de Janeiro
Presa por tortura de ex-marido, Verônica Costa passa por audiência de custódia neste sábado
Linhas expressas do BRT vão parar na estação Vasco da Gama em dias de jogos no São Januário
Rio de Janeiro
Linhas expressas do BRT vão parar na estação Vasco da Gama em dias de jogos no São Januário
Número de crianças e adolescentes acolhidos cresce 10,8% no RJ
Estado
Número de crianças e adolescentes acolhidos cresce 10,8% no RJ
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Policiais da Core vão a júri popular por morte na operação do Jacarezinho

Justiça entendeu que há elementos suficientes para que jurados analisem a morte de Omar Pereira durante a operação de 2021.

Siga-nos no

reprodução

Cinco anos após a operação policial que marcou a história recente da segurança pública do Rio de Janeiro, a Justiça determinou que dois policiais civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri pela morte de um morador durante a ação realizada no Jacarezinho, na Zona Norte da capital.

A decisão envolve o caso de Omar Pereira, morto em 28 de maio de 2021 durante a operação que se tornou uma das mais letais já realizadas no estado. A defesa dos agentes recorreu da sentença na última sexta-feira (19).

O policial Douglas de Lucena Peixoto Siqueira foi pronunciado pelos crimes de homicídio e abuso de autoridade. Já Anderson Silveira Pereira responderá por abuso de autoridade, acusação que também será analisada pelo Tribunal do Júri.

Ao decidir pelo julgamento popular, o juiz Bruno Rodrigues Pinto destacou que o próprio Douglas admitiu ter efetuado o disparo que matou Omar, embora tenha alegado legítima defesa.

Segundo a decisão, há divergências relevantes entre a versão apresentada pelos policiais e os relatos de testemunhas ouvidas durante a instrução do processo.

Versões contraditórias

Testemunhas afirmaram que Omar Pereira estava desarmado, apresentava um ferimento no pé e não ofereceu resistência aos agentes no momento da abordagem. De acordo com o magistrado, essas declarações encontram respaldo em laudos periciais anexados ao processo.

O exame realizado no local indicou que a vítima estava sozinha dentro de um quarto quando foi atingida pelos disparos. O documento também aponta que Omar não portava arma de fogo nem granada.

Diante das contradições entre os relatos e das provas reunidas ao longo da investigação, o juiz concluiu que cabe ao Conselho de Sentença decidir qual versão deve prevalecer.

Único caso ainda em andamento

O processo referente à morte de Omar Pereira é o único que continua tramitando na Justiça do Rio relacionado a civis mortos durante a operação do Jacarezinho. A ação policial de maio de 2021 gerou diversos desdobramentos judiciais e investigações que permanecem repercutindo anos depois.

Paralelamente ao processo criminal, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro investiga suspeitas envolvendo a elaboração de um laudo complementar produzido pela Delegacia de Homicídios da Capital.

Segundo o MP, há indícios de fraude processual e falsidade ideológica relacionados à requisição e à produção do documento.

De acordo com a apuração, o horário registrado para a realização do laudo seria anterior ao horário formal de sua solicitação, circunstância que motivou a abertura de uma investigação específica.

O procedimento está sob responsabilidade do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP) do Ministério Público e ainda se encontra em fase de diligências.

Defesa sustenta legítima defesa

Durante a tramitação do processo, os advogados dos policiais solicitaram a absolvição sumária dos agentes.

A defesa argumenta que os policiais atuaram em legítima defesa em um contexto de confronto armado e sustenta que a vítima estaria armada no momento da ocorrência.

Com a decisão de pronúncia, entretanto, a Justiça entendeu que existem elementos suficientes para que o caso seja analisado pelos jurados do Tribunal do Júri, responsáveis por decidir sobre a responsabilidade criminal dos acusados.