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Policial penal é alvo de operação por dossiê falso que citava governo do Rio

Dossiê falso tentava associar governo estadual a espionagem contra autoridades.

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A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) cumpriu, nesta quinta-feira (23), um mandado de busca e apreensão contra o policial penal Moysés Henriques Marques, suspeito de ser o autor de um dossiê falso que atribuía ao Governo do Estado do Rio de Janeiro a realização de grampos ilegais contra autoridades.

De acordo com as investigações, o documento forjado tentava criar uma narrativa de espionagem política (“arapongagem”) supostamente conduzida pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) contra deputados da Alerj, desembargadores e outras autoridades. O objetivo seria provocar um conflito político entre o governador Cláudio Castro e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar.

Moysés Marques, que já ocupou o cargo de subsecretário adjunto da Seap em 2020, foi um dos alvos da Operação Hiperfagia, conduzida pelo Gaeco/Ministério Público do Rio de Janeiro, que revelou um esquema de fraudes em licitações e superfaturamento de contratos de alimentação no sistema prisional, avaliado em cerca de R$ 350 milhões.

Atualmente, o policial penal responde a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e a duas sindicâncias internas. A mais recente apura uma tentativa de coagir servidores para obter documentos e registros internos usados em denúncias infundadas contra a atual gestão da Seap.

As investigações também indicam que Marques mantém vínculos com um grupo interessado na exploração irregular de cantinas em presídios, atividade que foi encerrada pela Secretaria de Administração Penitenciária em 2024.