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Prazo para pré-candidatos deixarem seus cargos termina neste sábado

Saída de governadores e mudanças partidárias movimentam disputa eleitoral e redesenham forças políticas no país

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reprodução

O prazo para desincompatibilização de ocupantes de cargos públicos — quando pré-candidatos deixam seus cargos atuais para entrarem na disputa eleitoral — se encerra neste sábado (4), marcando uma etapa decisiva na organização do calendário das eleições. A exigência, prevista na Constituição, determina o afastamento de funções públicas até seis meses antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

A regra busca impedir que candidatos utilizem a máquina pública em benefício próprio durante a campanha. A obrigatoriedade atinge chefes do Executivo, como presidente, governadores e prefeitos, além de ministros, secretários e outros gestores. Já os que pretendem disputar a reeleição podem permanecer nos cargos.

Governadores deixam cargos de olho no Senado

Entre os governadores, ao menos nove optaram por deixar suas funções dentro do prazo legal, em um movimento que deve influenciar diretamente a disputa por vagas no Senado.

Estão entre os que se afastaram Gladson Cameli, Antônio Denarium, Mauro Mendes, Ibaneis Rocha, Renato Casagrande e Helder Barbalho, todos com intenção de disputar o Senado.

Outros nomes com projeção nacional também entram no radar eleitoral. Ronaldo Caiado e Romeu Zema são apontados como possíveis candidatos à Presidência da República.

No Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro chegou a cogitar a disputa ao Senado, mas não deve concorrer após decisão do Tribunal Superior Eleitoral que o tornou inelegível por abuso de poder político.

Parte dos governadores opta por permanecer

Enquanto alguns governadores deixaram os cargos, a maioria optou por permanecer nas funções, seja para tentar a reeleição ou para concluir os mandatos.

É o caso de Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Raquel Lyra, entre outros.

A decisão de permanecer ou se afastar reflete estratégias distintas de posicionamento eleitoral, levando em conta cenários regionais e ambições políticas para o próximo ciclo.

Além da desincompatibilização, o período recente foi marcado pelo encerramento da janela partidária, que permitiu a troca de legenda sem risco de perda de mandato. O prazo terminou na sexta-feira (3) e provocou mudanças relevantes no equilíbrio de forças na Câmara dos Deputados.

Levantamento aponta que mais de 70 parlamentares mudaram de partido ao longo dos 30 dias de janela. O Partido Liberal saiu fortalecido, ampliando sua bancada, enquanto siglas como o União Brasil registraram mais perdas do que ganhos.

Por outro lado, o Partido da Social Democracia Brasileira apresentou saldo positivo, com nove novas filiações e três saídas, indicando uma tentativa de reorganização interna.

O número final de mudanças ainda depende da oficialização dos dados pela Câmara dos Deputados, mas o movimento já sinaliza uma recomposição política que deve influenciar diretamente as alianças e estratégias eleitorais.

A combinação entre desincompatibilização e janela partidária marca o início mais concreto da corrida eleitoral de 2026. A saída de gestores, especialmente governadores, abre espaço para rearranjos locais e fortalece a disputa por cargos no Legislativo e no Executivo.

Ao mesmo tempo, a reorganização partidária redefine blocos políticos e pode alterar o peso de cada legenda nas negociações futuras, tanto no Congresso quanto nas alianças regionais.