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Prefeitura do Rio desapropria prédios abandonados em Ipanema e Copacabana

Decreto mira imóveis ociosos na Zona Sul para combater o abandono e estimular novos usos na região

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Reprodução

A Prefeitura do Rio de Janeiro intensificou sua ofensiva contra imóveis abandonados e subutilizados na cidade. Em decreto assinado pelo prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) e publicado no Diário Oficial desta terça-feira (7), o município declarou de utilidade pública dois edifícios localizados em áreas nobres da Zona Sul: um em Ipanema e outro em Copacabana.

A medida atinge diretamente um prédio situado na Rua Teixeira de Melo, em Ipanema, e o icônico esqueleto do antigo edifício-garagem Auto-Mar, localizado na Rua Miguel Lemos, 76, em Copacabana. Com a publicação do decreto, o município ganha autorização legal para conduzir o processo de desapropriação das propriedades, que ocorrerá mediante o pagamento de indenização aos proprietários, conforme prevê a legislação vigente.

O caso do Auto-Mar ilustra o tamanho do desafio urbano na região. Lançado em 1970 com a promessa inovadora de aliviar a crônica falta de vagas de estacionamento para os motoristas de Copacabana, o empreendimento teve suas obras interrompidas anos mais tarde. O prédio jamais foi concluído, tornando-se uma estrutura fantasma no coração do bairro por mais de cinco décadas.

Função Social da Propriedade: A movimentação faz parte de uma estratégia pacificada do município para recuperar áreas paradas há anos, trazendo nova vida a locais que perderam sua função social.

As desapropriações ocorrem em meio a um esforço concentrado da prefeitura para dar um novo destino a ativos imobiliários degradados em pontos estratégicos do Rio. Na Zona Sul, onde a escassez de terrenos edificáveis é severa e a pressão do mercado imobiliário é constante, esses prédios ociosos e sem uso tornaram-se alvos prioritários da gestão pública.

Além dos dois imóveis citados, outros esqueletos de obras em Copacabana estão no radar da prefeitura, incluindo antigos projetos voltados para o setor hoteleiro que nunca saíram do papel. O objetivo central da iniciativa é revitalizar o ambiente urbano, atrair novos investimentos e garantir que o espaço público não seja prejudicado pelo abandono prolongado.