A Prefeitura do Rio e o Governo do Estado anunciaram, nesta terça-feira (1º), a criação de um núcleo integrado e permanente para combater roubos, furtos e receptação de cabos na capital. Segundo levantamento do município, os crimes já provocaram um prejuízo superior a 69 milhões de reais.
O anúncio foi feito no Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio), na Cidade Nova, na região central, e a criação do núcleo foi publicada no Diário Oficial.
A nova estrutura terá atuação conjunta para identificar locais e horários com maior incidência dos crimes, mapear áreas recorrentes e cruzar informações sobre ocorrências. Também serão investigados ferros-velhos e outros estabelecimentos suspeitos de receber materiais de origem ilícita.
Entre as medidas previstas está a possibilidade de desapropriação de terrenos onde funcionam ferros-velhos que recebam material furtado. A prefeitura informou que dois estabelecimentos em Sampaio, na Zona Norte, já foram desapropriados e tiveram as licenças cassadas.
Além das ações policiais, o município poderá fiscalizar licenças e documentação, apreender materiais de origem irregular, interditar estabelecimentos e suspender ou cassar autorizações para o funcionamento das atividades.
O prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que a desapropriação será ampliada para outros imóveis considerados irregulares.
Grande Tijuca concentra ocorrências
Dados da prefeitura apontam a Grande Tijuca como uma das principais áreas de atuação dos criminosos especializados no furto de cabos de semáforos.
Segundo o levantamento, 116 quilômetros de cabos foram furtados na região, além de 144 controladores de semáforos — equipamentos responsáveis pelo funcionamento dos sinais de trânsito.
Somente nessa área, o prejuízo estimado supera 8 milhões de reais.
A prefeitura afirma que o novo núcleo terá como objetivo integrar as ações de segurança, fiscalização e inteligência para reduzir os furtos e combater também a cadeia de receptação dos materiais.








