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Prefeitura interdita garagem das viações Real e Vila Isabel por falta de vistoria

Empresas não fizeram vistoria obrigatória e operação será assumida pelo consórcio e pela Mobi-Rio

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Foto: Reprodução/TV Globo

A Prefeitura do Rio lacrou, na manhã deste sábado (31/01), a garagem das viações Real Auto Ônibus e Vila Isabel por irregularidades na frota. A operação contou com a presença do prefeito Eduardo Paes, do vice-prefeito Eduardo Cavaliere e da secretária municipal de Transportes, Maína Celidônio.

Segundo a prefeitura, as empresas não realizaram a vistoria anual obrigatória dos ônibus dentro do prazo, que terminou na sexta-feira (30). Com isso, os veículos passaram a ser considerados irregulares a partir deste sábado.

De acordo com a secretária Maína Celidônio, cerca de 99% da frota da Viação Real não foi vistoriada. Ela afirmou ainda que os ônibus e a garagem estavam em péssimo estado de conservação, oferecendo risco aos passageiros. “Não há condições de operação”, disse.

O prefeito Eduardo Paes afirmou que houve desrespeito das empresas com a população e destacou que, dos cerca de 200 ônibus das duas viações, apenas 20 estavam circulando recentemente. Segundo ele, todos os prazos possíveis foram concedidos. “A garagem é um verdadeiro cemitério de ônibus”, declarou.

Paes afirmou que o consórcio responsável assumirá 60% das linhas já a partir deste domingo e garantiu que não haverá prejuízo aos passageiros. Caso o consórcio não consiga atender a demanda, a Mobi-Rio, empresa municipal, está preparada para assumir a operação.

As empresas tinham mais de 200 ônibus para regularizar. Na Viação Real, apenas 16 veículos estavam em situação regular. Na Viação Vila Isabel, nenhum dos 50 ônibus passou por vistoria no último ano.

A crise no transporte tem afetado passageiros, principalmente na Zona Norte. Usuários relatam longas esperas por ônibus e redução de linhas, como a 460 (São Cristóvão–Leblon). Novas linhas foram criadas pela prefeitura, mas moradores reclamam que algumas não atendem regiões importantes, como a Leopoldina.

Passageiros também relataram superlotação e ônibus que passam direto nos pontos. “Todo dia é essa correria. Falta respeito”, disse uma usuária que desistiu de esperar e usou transporte por aplicativo.

A prefeitura anunciou a criação e ajustes de linhas para tentar reduzir o impacto, mas representantes de moradores afirmam que falta diálogo com a população e melhor divulgação das mudanças.

Funcionários das viações também relataram demissões e atrasos de salários e benefícios. Um motorista afirmou que trabalhadores ficaram meses sem receber vale-alimentação e salário.

Em nota, a Secretaria Municipal de Transportes informou que a responsabilidade pela operação é dos consórcios, que devem garantir a continuidade do serviço, independentemente da situação das empresas. A secretaria afirmou ainda que segue monitorando o sistema e adotando medidas para melhorar o atendimento aos passageiros.