A transparência e a governança pública avançaram entre os municípios fluminenses avaliados pelo Ranking de Transparência e Governança Pública (ITGP) de 2026. Pelo terceiro ano consecutivo, o Instituto de Direito Coletivo (IDC), com apoio técnico e metodologia da Transparência Internacional – Brasil, analisou 13 prefeituras do estado.
Seis municípios alcançaram a classificação “Ótimo”, e a média geral subiu de 51,03 pontos, em 2024, para 73,21 neste ano — um crescimento de 43,5%.
O Rio de Janeiro lidera o ranking, com 98,81 pontos, seguido por Armação de Búzios (92,07), Quatis (87,69), Rio das Ostras (83,05), Petrópolis (82,20) e Macaé (80,79), todos classificados como “Ótimo”.
Na faixa “Bom” aparecem Saquarema (76,50), Volta Redonda (72,11) e Três Rios (63,64). Já Miguel Pereira (58,70), Campos dos Goytacazes (57,76), Teresópolis (52,84) e Araruama (45,62) foram classificados como “Regular”.
A avaliação considera 75 indicadores distribuídos em seis áreas, entre elas transparência financeira e orçamentária, obras públicas, governança, comunicação e participação popular.
Avanço em três anos
O levantamento mostra uma evolução contínua desde 2024. Naquele ano, apenas dois municípios estavam na faixa “Bom”, enquanto oito eram classificados como “Regular” e três como “Ruim”. Em 2025, nenhum município permaneceu na pior categoria e um já havia alcançado o nível “Ótimo”.
Armação de Búzios teve o maior avanço no período, passando de 47,6 pontos, em 2024, para 92,1 em 2026. Quatis teve a segunda maior evolução, de 45,4 para 87,7 pontos. Volta Redonda também se destacou, passando de 31 para 72,1 pontos e deixando a classificação “Ruim” para alcançar “Bom”.
Teresópolis foi o único município a apresentar queda acumulada no período, de 54,4 para 52,8 pontos. Araruama, apesar de ter melhorado em relação a 2024, caiu 5,7 pontos na comparação com o ano passado.
Maior participação das prefeituras
O IDC também destacou o aumento da participação dos municípios na avaliação. Neste ano, 10 das 13 prefeituras acessaram a plataforma durante o processo e oito apresentaram recursos.
Segundo o instituto, essa etapa permite que as administrações esclareçam onde determinadas informações estão disponíveis ou apresentem adequações, contribuindo para o aperfeiçoamento da gestão pública.
“O município passa a compreender melhor a avaliação, participar do processo e utilizar o momento do recurso para esclarecer informações e buscar melhorias”, afirmou Tatiana Bastos, presidente do IDC.
O ranking analisa exclusivamente informações públicas disponíveis nos portais oficiais das prefeituras. A avaliação considera a existência, organização e acessibilidade dos dados, mas não mede a qualidade dos serviços públicos oferecidos pelos municípios.








