Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Lula e Flávio Bolsonaro autorizam abertura simultânea de sigilos
Destaque
Lula e Flávio Bolsonaro autorizam abertura simultânea de sigilos
Loterj tenta romper contrato de R$ 188 milhões com empresa ligada a aliado de Flávio Bolsonaro
Estado
Loterj tenta romper contrato de R$ 188 milhões com empresa ligada a aliado de Flávio Bolsonaro
Neguinho da Beija-Flor é anunciado como destaque da União de Maricá no Carnaval 2027
Carnaval
Neguinho da Beija-Flor é anunciado como destaque da União de Maricá no Carnaval 2027
Arrecadação federal chega a R$ 239,4 bilhões em setembro
Economia
Arrecadação federal chega a R$ 239,4 bilhões em setembro
Rio+Saneamento investe R$2,1 milhões em modernização para a captação de água de Pinheiral e ampliação da segurança hídrica
Sul Fluminense
Rio+Saneamento investe R$2,1 milhões em modernização para a captação de água de Pinheiral e ampliação da segurança hídrica
Rio terá mais de 20 mil PMs e reforço nas delegacias no segundo turno
Eleições 2026
Rio terá mais de 20 mil PMs e reforço nas delegacias no segundo turno
Transporte público estadual terá operação especial e gratuidade no próximo domingo
Estado
Transporte público estadual terá operação especial e gratuidade no próximo domingo
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Presidente da CPMI do 8/01 pede ao STF que rejeite pedido de Mauro Cid para não depor

Siga-nos no

Foto: Reprodução

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Antidemocráticos, deputado federal Arthur Maia (União Brasil-BA), pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeite o pedido do tenente-coronel Mauro Cid para não depor sobre o 8 de janeiro. Em postagem no Twitter, Maia afirmou que Cid deverá comparecer “como investigado, referente aos fatos em que exista acusação contra ele e como testemunha nos demais”.

A convocação do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi aprovada em 13 de junho. Três dias depois, a defesa de Cid pediu ao STF que ele não precise prestar depoimento ou que possa permanecer em silêncio caso tenha que comparecer diante do colegiado. Os advogados do tenente-coronel alegam que ele “sob risco concreto de ser constrangido a depor perante 32 parlamentares” e que ainda não tiveram total acesso aos achados da Polícia Federal (PF) sobre o aliado do ex-presidente. Nessa linha, a banca sustenta que a presença do militar na CPMI “violaria os princípios do contraditório e da ampla defesa”.

A ministra do STF Cármen Lúcia, então, pediu que Arthur Maia esclarecesse em qual condição Cid seria convocado a depor. Isso porque caso seja chamado como testemunha, o militar tem a obrigação de ir e prestar esclarecimentos; se convidado como investigado, ele poderia escolher ficar em silêncio, para preservar o direito de não se incriminar. Em resposta ao STF, a Advocacia do Senado explicou que Cid foi convocado na condição de testemunha por três requerimentos; outros três pediram que o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro comparecesse como investigado. Em outras seis solicitações essa condição não fica discriminada.

A resposta da CPI ao STF acrescenta ainda que a investigação da Comissão é independente da instalada pela PF. “Tratam-se de esferas distintas e independentes, com objetivos também distintos, já que a CPI instaura um procedimento de caráter político, que não assume natureza preparatória de ações judiciais”, afirma o documento. Os advogados do Senado finalizam a resposta reafirmando a obrigatoriedade do comparecimento de Cid e o dever de o militar dizer a verdade em relação a fatos que não o incriminem.

A Polícia Federal (PF) informou na semana passada ter encontrado no celular do tenente-coronel um “roteiro” em oito passos para a aplicação de um golpe de Estado. Anteriormente, as investigações no aparelho do ex-ajudante de Bolsonaro já haviam achado o rascunho de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e mensagens que articulavam uma investida antidemocrática.

No dia 15 de junho, o ministro Alexandre de Moraes havia autorizado Cid a sair da prisão para prestar depoimento. Ele está preso desde 3 de maio no Batalhão de Polícia do Exército, investigado por falsificar cartões de vacina da covid-19, incluindo documentos da própria família de Bolsonaro.