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Procuradora dos EUA confirma julgamento de Maduro por narcoterrorismo e tráfico de drogas

Líder venezuelano e Cilia Flores serão processados em Nova York, enquanto UE cobra respeito ao direito internacional

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Reprodução

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, confirmou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, serão julgados em território americano. Segundo ela, ambos foram formalmente indiciados no Distrito Sul de Nova York e responderão a processos criminais nos Estados Unidos após a operação militar que resultou na captura do casal.

A declaração ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e retiraram Maduro e a primeira-dama do país por via aérea.

Indiciamento e crimes atribuídos

De acordo com a procuradora, Nicolás Maduro foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, além de conspiração para posse de armamento pesado e explosivos contra os Estados Unidos. As acusações fazem parte de um conjunto de processos que tramitam na Justiça federal americana.

Pamela Bondi afirmou que Maduro e Cilia Flores enfrentarão a plena aplicação da lei em tribunais americanos. Na manifestação pública, ela destacou que a captura representa a responsabilização criminal do líder venezuelano por crimes considerados graves pelas autoridades dos Estados Unidos.

A procuradora também agradeceu ao presidente Trump por, segundo ela, exigir responsabilidade em nome do povo americano, além de elogiar as Forças Armadas dos EUA pela condução da missão que resultou na prisão do casal.

Confirmação oficial e desdobramentos

A chefe do Departamento de Justiça reforçou que o julgamento ocorrerá em solo americano, consolidando a decisão de submeter o líder venezuelano ao sistema judicial dos Estados Unidos. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o cronograma das audiências ou sobre o local exato de detenção de Maduro e de sua esposa.

O anúncio aprofunda a repercussão internacional da ofensiva americana e adiciona uma dimensão judicial ao episódio, que já vinha provocando reações diplomáticas em diferentes regiões do mundo.

Reação da União Europeia

Na Europa, a chefe de Política Externa e de Segurança da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que acompanha de perto a situação na Venezuela após conversar com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e com o embaixador do bloco em Caracas.

Em manifestação pública, Kallas reiterou que a União Europeia não reconhece o resultado das eleições venezuelanas de 2024, que declararam Maduro vencedor, e voltou a sustentar que o líder carece de legitimidade. Ela afirmou que o bloco europeu defende uma transição pacífica no país.

Ao mesmo tempo, a chefe da diplomacia europeia enfatizou que, em todas as circunstâncias, devem ser respeitados os princípios do direito internacional e a Carta das Nações Unidas, fazendo um apelo à contenção diante da escalada de tensão provocada pela operação americana.

As declarações reforçam o cenário de forte pressão internacional sobre a Venezuela, agora combinando ações militares, processos judiciais e cobranças diplomáticas por legalidade e respeito às normas internacionais.