Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Trump descarta uso da força sobre a Groenlândia, mas pressiona por negociação imediata
Mundo
Trump descarta uso da força sobre a Groenlândia, mas pressiona por negociação imediata
Anac quer limitar responsabilização de áreas em casos de atraso e cancelamento de voos
Destaque
Anac quer limitar responsabilização de áreas em casos de atraso e cancelamento de voos
Espetáculo infantil discute saúde mental e sustentabilidade na Zona Sul do Rio
Cultura
Espetáculo infantil discute saúde mental e sustentabilidade na Zona Sul do Rio
Maracanã lidera ranking de estádios mais “intimidadores” do Brasil em 2026, diz estudo
Esportes
Maracanã lidera ranking de estádios mais “intimidadores” do Brasil em 2026, diz estudo
Pesquisa aponta que Lula lidera em todos os cenários para as eleições 2026
Política
Pesquisa aponta que Lula lidera em todos os cenários para as eleições 2026
Psol aciona STF contra ‘gratificação faroeste’ a policiais e alerta para risco de estímulo à letalidade
Política
Psol aciona STF contra ‘gratificação faroeste’ a policiais e alerta para risco de estímulo à letalidade
Ação integrada de ordenamento na Avenida Brasil retira mais de 17 toneladas de objetos acumulados
Rio de Janeiro
Ação integrada de ordenamento na Avenida Brasil retira mais de 17 toneladas de objetos acumulados

Psol aciona STF contra ‘gratificação faroeste’ a policiais e alerta para risco de estímulo à letalidade

Partido questiona lei do Rio que prevê bônus por apreensão de armas e mortes em operações.

Siga-nos no

reprodução

A executiva nacional do Psol ingressou no Supremo Tribunal Federal com uma ação que questiona a constitucionalidade de um trecho da lei estadual nº 11.003/2025, do Rio de Janeiro, que institui o pagamento de gratificação a policiais civis pela apreensão de armas de uso restrito em operações ou pela chamada “neutralização de criminosos”.

Para a sigla, o dispositivo cria incentivos incompatíveis com a política de segurança pública e contribui para o aumento da letalidade policial no estado. O partido sustenta que a norma estimula práticas violentas ao atrelar recompensas financeiras a resultados operacionais potencialmente letais. Na avaliação da legenda, o modelo afronta princípios constitucionais e ignora lições deixadas por experiências anteriores semelhantes no Rio.

Na ação apresentada ao STF, o Psol relembra que mecanismo parecido, apelidado de gratificação faroeste, foi implantado em 1995, durante o governo de Marcello Alencar. À época, policiais passaram a receber bônus vinculados a resultados de operações, inclusive mortes decorrentes de confrontos.

O programa acabou extinto três anos depois, após a divulgação de estudos que apontaram que o incentivo financeiro contribuiu para o aumento de execuções sumárias em ações policiais.

Segundo a legenda, a nova lei resgata a lógica daquele modelo, ainda que sob uma formulação jurídica distinta. Para o partido, o efeito prático permanece o mesmo: criar estímulos para resultados operacionais que envolvem risco elevado de mortes, em desacordo com parâmetros constitucionais e com a finalidade da segurança pública.

Outro ponto central da ação diz respeito ao processo legislativo que resultou na criação da gratificação. O Psol afirma que houve vício de iniciativa, uma vez que a matéria remuneratória é de competência privativa do Poder Executivo.

De acordo com a argumentação, o bônus foi incluído por meio de emenda parlamentar a um projeto do governo estadual que tratava exclusivamente da reestruturação da Polícia Civil, sem qualquer previsão sobre criação ou ampliação de gratificações.

Para a sigla, ao introduzir uma nova vantagem financeira de impacto significativo e vinculada a resultados operacionais de risco letal, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro extrapolou suas atribuições constitucionais, incorrendo em um vício formal que não pode ser sanado.